Bolsa Altice recupera mais de 5% após perder quase metade do valor em bolsa

Altice recupera mais de 5% após perder quase metade do valor em bolsa

Depois das fortes quedas recentes, os títulos da Altice estão a recuperar, tendo já avançado mais de 5%. Saída de Michel Combes e resultados que não agradaram ao mercado e estiveram a penalizar o título.
Altice recupera mais de 5% após perder quase metade do valor em bolsa
Bloomberg

Depois de oito sessões em queda que tiraram quase metade do valor aos títulos, as acções da Altice voltaram ao verde. Os títulos da dona do Meo, que negoceiam na bolsa de Amesterdão, estão esta quarta-feira a subir 4,72% para 9,32 euros, depois terem já disparado esta manhã 5,46% para 9,386 euros.

Por esta altura, já trocaram de mãos 2,6 milhões de títulos, sendo que a média diária dos últimos seis meses é de 3,08 milhões.


Ainda ontem, as acções da empresa tombaram um máximo de 20,70% para 8,128 euros, a cotação mais baixa desde Abril de 2014 e que corresponde a cerca de metade da cotação de fecho de 2 de Novembro.


Apesar da recuperação registada esta manhã, desde o início de 2017 a empresa agora liderada por Dexter Goei (na foto) acumula uma desvalorização de 51,85%. A capitalização bolsista da empresa está acima dos 14,5 mil milhões de euros.


Novembro no vermelho


A tendência negativa das acções da Altice iniciou-se na sessão de 3 de Novembro, em que as acções afundaram 22,59%, depois de a empresa ter revelado que, entre Julho e Setembro, o EBITDA ajustado subiu 1,8% para os 2,36 mil milhões de euros e as receitas caíram 1,8% para 5,76 mil milhões de euros, valores abaixo do esperado pelos analistas. Além disso, a operadora cortou as estimativas de lucros para o conjunto do ano, com as contas a serem penalizadas pelo plano de reestruturação implementado em França.

As acções voltaram a protagonizar uma forte descida a 9 de Novembro, dia em que foi conhecida a demissão do CEO do grupo, Michel Combes, e a reorganização da gestão da empresa. Combes estava há mais de um ano no cargo (desde Junho de 2016) e os motivos para a sua saída não foram revelados.


Na sequência dos resultados abaixo do esperado e do elevado valor da dívida, que atingiu 49,6 mil milhões de euros no terceiro trimestre, vários analistas decidiram rever em baixa as suas recomendações para a empresa. Segundo a Reuters, o Morgan Stanley reduziu o preço-alvo em 34%, para 13,50 euros, tendo revisto em baixa as estimativas de resultados. 

Administração em peso na SFR para tranquilizar colaboradores

 

O chairman da empresa, Patrick Drahi, esteve pessoalmente esta terça-feira na sede da subsidiária SFR em Saint-Denis, arredores de Paris, onde respondeu durante hora e meia a perguntas dos 10.000 colaboradores, conta a agência France Presse, que cita fonte interna da empresa.

Drahi não esteve só: ao lado do presidente estiveram também Armando Pereira, agora director operacional da Altice Telecom, Alain Weill, director-geral da SFR, Dexter Goei, CEO da Altice e Dennis Okhijsen, administrador financeiro.

A mensagem central do presidente foi de simplificação e melhoria de relação com os clientes: "Continuaremos a estratégia de investimento na rede, a qualidade do serviço e a experiência dos nossos clientes", defendendo que os investimentos feitos levarão tempo a dar frutos, em particular a compra de direitos de transmissão da Liga dos Campeões (370 milhões de euros por ano), em vigor a partir de meados do ano que vem.

"Empenho-me pessoalmente ao vosso lado: pelo futuro da Altice e da SFR", garantiu.

Segundo membros dos sindicatos presentes no local (Abdelkader Choukrane e Pascale Fichaut, representantes do sindicato Unsa-SFR) Patrick Drahi estava no local para tranquilizar os colaboradores, mas terá deixado outra mensagem: a de que que o castigo dos investidores à empresa em bolsa nos últimos dias "é para levar a sério".




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