Research Analistas podem aumentar a avaliação da Mota-Engil para 3,50 euros

Analistas podem aumentar a avaliação da Mota-Engil para 3,50 euros

O negócio em Moçambique, se for confirmado, deverá elevar a avaliação da Mota-Engil para um valor que confere às acções um potencial de subida superior a 35%.
Analistas podem aumentar a avaliação da Mota-Engil para 3,50 euros
Sara Antunes 14 de junho de 2017 às 08:51

A Mota-Engil anunciou na terça-feira, 13 de Junho, que ganhou uma obra 210 milhões de euros na Guiné e que assinou um contrato em Moçambique. Os analistas realçam que a operação na Guiné é positiva, mas que o grande destaque vai para as novidades em torno de um mega-projecto em Moçambique este último no valor de 2.389 milhões de dólares e que já tinha sido anunciado. Contudo, só agora foi assinado. E ainda não está totalmente garantido, já que ainda faltam alguns pormenores. Este "mega-projecto" será executado por um consórcio detido em 50% pela Mota-Engil e os restantes 50% pela China National Complete Engineering Corporation.

 

O analista do Haitong Nuno Estácio considera, numa nota emitida, que o contrato com a Guiné é uma notícia "positiva para o sentimento, mas está dentro das expectativas". Quanto a Moçambique, os valores em causa são elevados e, se se confirmar será o maior contrato de sempre para a Mota-Engil em África e representará 63% das encomendas daquela região em 2016. Contundo, uma vez que ainda não é certo que o contrato em Moçambique se concretize, o Haitong decidiu ainda não reflectir na sua avaliação. "Se assumirmos este contrato como certo", então "subiremos o preço-alvo para 3,50 euros por acção", um valor que está quase 38% acima da actual cotação.

 

Para o BPI as notícias são "positivas", especialmente no que se refere a Moçambique. Este banco de investimento também optou por não incorporar na avaliação que tem para a Mota-Engil este negócio, porque não está concretizado, mas admite que se se confirmar poderá representar mais 0,55 euros por acção na avaliação que tem da empresa de construção. Actualmente o BPI tem um preço-alvo de 3,00 euros, o que elevaria em mais de 18% a sua avaliação da construtora liderada por Gonçalo Moura Martins. Actualmente o mercado africano representa 34% da avaliação que o BPI tem da Mota-Engil.

 

"No nosso mais recente relatório simulámos o potencial impacto deste contrato na avaliação da Mota-Engil e chegámos a uma apreciação de 0,25 euros por acção, caso o contrato se torne efectivo", realça a nota do CaixaBI, que elevaria a avaliação da empresa para 2,45 euros, tendo em consideração que actualmente é de 2,20 euros.

 

"Os outros projectos ganhos pela empresa ajudam a suportar as perspectivas de crescimento da região já contempladas nas nossas estimativas actuais (que implicam um crescimento médio composto de 7% nas vendas da região, entre 2016 e 2020). Como um todo, estes anúncios promovem alguma clarificação adicional relativamente à evolução da actividade da Mota-Engil em África, pelo que são bem-vindos", adianta o analista José Mota Freitas, que assina a nota de análise do CaixaBI.              

 

As acções da Mota-Engil estão a reagir em alta, ao subir mais de 5,5% para 2,539 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 


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comentários mais recentes
ze Há 2 semanas

Então mas se Moçambique está falido, como é que vão pagar ?

Anónimo Há 2 semanas

Deve ser para rir. Expliquem em que Mercado esta empresa gera cash flow...Vendas de activos e dívida têm permitido a subsistência a muito custo

Ze nabo Há 2 semanas

Pois, se kiseres entrar já tens tu que pagar mais 10%, mas mesmo assim talvez ainda vás a tempo...

Anónimo Há 2 semanas

MUITA PARRA POUCA UVA. E A DIVIDA ? Nao para de crescer, quando e que estes paises pagam, sobe hoje 7% amanha cai 10%

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