Câmbios Angola vai deixar kwanza flutuar livremente dentro de limites

Angola vai deixar kwanza flutuar livremente dentro de limites

O banco central de Angola decidiu que não vai desvalorizar a moeda, ao contrário do que estava a ser antecipado. Em vez disso, decidiu deixar o kwanza oscilar livremente… dentro de uma banda de flutuação.
Angola vai deixar kwanza flutuar livremente dentro de limites
Negócios 03 de janeiro de 2018 às 17:25

O Banco Nacional de Angola (BNA) determinou que o kwanza vai negociar livremente, sem ser estabelecido qualquer valor de câmbio. O governador do banco, José de Lima Massano (na foto), revelou que será criada uma banda de flutuação e que "se esta não for ultrapassada, não haverá intervenção". O responsável adiantou aos jornalistas que "vai ser o mercado a determinar o câmbio do kwanza e a depreciação da moeda", segundo o Novo Jornal.

 

Na semana passada tinha sido noticiado que o BNA estava a preparar uma desvalorização do kwanza.

O ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira, já tinha revelado, em entrevista ao The Banker, citado pelo Novo Jornal, que os responsáveis iam "olhar atentamente para a grande diferença entre a taxa de câmbio oficial e a paralela, e considerar deixar que a moeda flutue, mas isso será feito com um olhar atento para garantir que o kwanza não fique descontrolado."

 

Desde o primeiro trimestre de 2016 que a taxa de câmbio oficial definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) está fixa nos 166 kwanzas por cada dólar norte-americano e nos 186 kwanzas por cada euro. Já no mercado de rua cada dólar transacciona a 430 kwanzas e cada euro a 510 kwanzas.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
pub