Bolsa Ao oitavo dia, o Dow Jones regressou às quedas

Ao oitavo dia, o Dow Jones regressou às quedas

As bolsas dos Estados Unidos fecharam em terreno misto, com o Dow Jones e o S&P 500 a perderem terreno e o Nasdaq Composite a recuperar, numa altura em que os investidores continuam a avaliar as potenciais implicações das polícias que vão ser levadas a cabo pelo presidente eleito, Donald Trump.
Ao oitavo dia, o Dow Jones regressou às quedas
Reuters
Carla Pedro 16 de Novembro de 2016 às 21:27

O índice industrial Dow Jones regressou às perdas, depois de sete sessões consecutivas a negociar no verde. Depois de ter marcado novos máximos históricos e de ter registado recordes de fecho, o índice esteve hoje a corrigir do entusiasmo e fechou a recuar 0,29% para 18.868,14 pontos.


O Standard & Poor’s 500 também terminou em terreno negativo, a ceder 0,20% para 2.176,95 pontos.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite voltou a conseguir subir, depois de nas primeiras sessões ‘pós-Trump’ ter estado a cair fortemente com receios de que as tecnológicas fossem penalizadas pelas suas políticas proteccionistas, dado que a grande fonte de receitas destas empresas é obtida fora de portas.

 

A contribuir para o ânimo do sector tecnológico – depois de quatro sessões consecutivas em baixa - esteve sobretudo a Apple.

 

Ainda do lado dos ganhos, destaque para as retalhistas, com a Target a liderar o movimento depois de reportar um aumento dos lucros do terceiro trimestre.

 

O sector da banca, que tem sido um dos mais beneficiados desde que Trump venceu as eleições presidenciais de 8 de Novembro – com a expectativa de que as políticas económicas do republicano acelerem uma subida dos juros e que a nova governação seja menos exigente em termos de regulação no sector – esteve hoje a liderar o movimento baixista entre as cotadas do S&P 500.

 

Com efeito, tratou-se da primeira queda em oito dias do grupo de títulos financeiros que integram o S&P 500. No acumulado das sete sessões anteriores, esta categoria ganhou 11%.

 

O mesmo aconteceu ao sector industrial, que esteve a subir fortemente durante sete jornadas e que deu os recordes ao Dow Jones – já que nos planos de Trump está o aumento da despesa pública em infra-estruturas – mas que hoje inverteu para as quedas, com os maus desempenhos da Caterpillar e a Boeing a pesarem.

 

Também os títulos da energia estiveram a negociar no vermelho, castigados pela descida dos preços do crude.

 




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