Bolsa Aperte o cinto. Turbulência nos mercados

Aperte o cinto. Turbulência nos mercados

A Pimco antecipa momentos de volatilidade inesperados e injustificados. Recomenda por isso um investimento cauteloso, num ambiente em que resultados eleitorais surpreendentes podem influenciar os mercados.
Aperte o cinto. Turbulência nos mercados
Reuters
Patrícia Abreu 17 de Outubro de 2016 às 12:47

As perspectivas para os mercados estão a melhorar. As estimativas apontam para um crescimento da economia e os receios que dominavam o início do ano dissiparam-se. Mas, as incertezas, sobretudo políticas, e o facto de os preços dos activos estarem em muitos casos esticados, a Pimco alerta para um cenário "estável, mas não seguro". Os investidores devem estar preparados para picos de volatilidade e turbulência inesperados.

O início de 2016 testou os nervos dos investidores mundiais. A preocupação em relação à economia chinesa e ao impacto que o abrandamento de Pequim poderia ter no crescimento global, associada à crise do petróleo determinaram quedas expressivas nos mercados mundiais. Os meses passaram e estes riscos diminuíram. Mas, entretanto outros apareceram. E, apesar do Verão aparentemente calmo nas bolsas, a Pimco recomenda um posicionamento cauteloso.

"O recente período de volatilidade no mercado que se seguiu a um Verão de negociação sedado pode ser um guia para o que vem aí: mudanças ocasionais entre períodos de relativa calma (suportada pelos indicadores macroeconómicos benignos e política monetária calmante) e períodos de volatilidade crescente e incerteza causada por… ‘seja o que for’", escreve a Pimco num relatório onde traça as suas perspectivas para o que falta deste ano e para 2017.

Face a esta expectativa, os especialistas recomendam um portefólio mais cauteloso, "especialmente num contexto em que os preços dos activos parecem em muitos casos esticados". Ainda assim, a expectativa é que a economia mundial se mantenha no rumo do crescimento. A gestora antecipa um crescimento de 2,5% este ano e entre 2,5% e 3% no próximo ano.

Política gera incerteza

Os eventos políticos vão, no entanto, continuar a dominar atenções. A poucas semanas das presidenciais norte-americanas e com o referendo italiano e eventualmente legislativas em Espanha até ao final do ano, a Pimco realça que a política é o principal factor de risco não-económico no horizonte.

"Tal como o voto do Brexit teve um impacto material na actual política monetária, expectativas de política, juros, moedas e activos de risco, também poderá haver resultados surpreendentes nas próximas eleições nos EUA este ano e em França e Alemanha no próximo", antecipa o relatório.

Face a estas expectativas, a Pimco mostra-se mais optimista para os mercados emergentes, em detrimento dos países desenvolvidos. "Esperamos que as acções de países emergentes tenham melhor desempenho". No entanto, as perspectivas são pouco animadoras.

"Num ambiente de baixa volatilidade, nós vamos procurar beneficiar com picos de volatilidade periódicos que foram característicos nos últimos anos, fornecendo liquidez quando os mercados a pedem", remata.

 




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A PAFAS TEM SAUDADES Há 3 semanas

TEM SAUDADES DO TEMPO EM QUE ARRUINOU A SEGURANÇA SOCIAL, EMPREGANDO 80% DO DINHEIRO PAGO NA COMPRA DE DÍVIDA PÚBLICA- ARRUINARAM A SEG SOCIAL E CULPARAM QUEM DESVONTA, BRINDANDO-LHES COM AUMENTOS BRUTAIS.

TAMBÉM TEM SAUDADES DOS MILHÕES DADOS DE MÃO BEIJADA ÀS ESCOLAS PRIVADAS

A PAFAS TEM SAUDADES Há 3 semanas

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1 SÓ PAFAS, MIL NIKS Há 3 semanas

O MESMO IP DENUNCIA O PATETA INTRUJÃO A SOLDO DA PAFAS QUE ANDA NUMA DESTE JORNAL A DEBITAR A MESMA TONTERIA !

A VERDADE DÓI MAS O MELIANTE FOI DESCOBERTO.


FORÇA PATETA ANÓNIMO,OBSERVADOR,ETC!

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