Bolsa Apoiante de Trump festejou vitória com aposta de mil milhões em Wall Street

Apoiante de Trump festejou vitória com aposta de mil milhões em Wall Street

Icahn investiu forte nas acções norte-americanas depois de confirmada a vitória de Trump nas eleições. Uma aposta que estará a dar frutos.
Apoiante de Trump festejou vitória com aposta de mil milhões em Wall Street
Ichan chegou a ser apontado como a escolha de Trump para Secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 10 de Novembro de 2016 às 11:13

Carl Icahn é um dos principais apoiantes de Donald Trump em Wall Street e um dos investidores mundiais mais conhecidos.

 

Depois de confirmada a vitória dos republicanos na última noite, Icahn não foi festejar com o seu amigo. Preferiu antes fazer o que mais gosta e onde está habituado a ganhar dinheiro. Investiu com força nas acções norte-americanas, uma aposta de risco que tinha tudo para dar mau resultado, mas que se está a revelar certeira.

 

"Tentei colocar muito dinheiro a trabalhar, mas não consegui mais do que mil milhões de dólares. E depois o mercado fugiu. Mas estou contente na mesma", afirmou Icahn à Bloomberg TV, destacando que a noite das eleições foi "fantástica. O mundo estava a entrar em pânico mas sem qualquer razão para tal".

 

Na noite das eleições, à medida que parecia cada vez mais certa a vitória de Trump, os mercados deram sinais de forte nervosismo. As bolsas asiáticas afundaram e os futuros sobre o SP&500 chegaram a cair 5%. Contudo, na abertura de Wall Street o sentimento inverteu-se com os investidores a focarem-se no plano de Trump para reanimar a maior economia do mundo. Os índices norte-americanos acabaram por fechar em terreno positivo e esta quinta-feira as acções mundiais estão a negociar em alta generalizada.

 

Icahn não revelou os detalhes dos investimentos efectuados, mas tendo em conta a evolução do mercado, a aposta que fez para festejar a vitória de Trump estará a revelar-se um investimento com retornos positivos.

 

Com 80 anos, Icahn chegou a ser apontado como a escolha de Trump para Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Em declarações à CNBC, o investidor descartou tal possibilidade. "Penso que não sou a pessoa certa para ocupar esse lugar em Washington. Não sou uma pessoa do ‘establishment’ e nunca trabalhei para ninguém na minha vida", justificou.

 

Foi já em Setembro de 2015 que Icahn revelou o apoio a Trump, tendo desde então efectuado diversos elogios ao republicano. "É uma pessoa com uma mente muita aberta, tem um ego forte, acredita em si próprio e está disposto a ouvir", afirmou o norte-americano, conhecido nos mercados por ser um investidor activista, que exige alterações no rumo das empresas onde aplica o dinheiro.

 

Defensor da menor intervenção possível do estado, Icahn tem defendido uma diminuição do poder das entidades reguladoras. É também favorável ao aumento dos estímulos orçamentais, como investimento em infra-estruturas, e redução de impostos para as empresas e facilitação das regras para o repatriamento de capitais para os EUA.  

Tentei colocar muito dinheiro a trabalhar, mas não consegui mais do que mil milhões de dólares. E depois o mercado fugiu. Mas estou contente na mesma carl Icahn

O investidor activista

Icahn nasceu em Queens, no estado de Nova Iorque, filho de um "cantor de ópera falhado" - palavras do próprio - e de uma professora. Fez o bacharelato em Filosofia. Tentou medicina. Mas foi em Wall Street que encontrou o destino. Com o dinheiro ganho como corretor criou a sua própria empresa de serviços financeiros. Fez fortuna. E desde 1978 que tem entrado e saído do capital de algumas das maiores empresas americanas, tornando-se o terror dos respectivos conselhos de administração.

A histórica companhia aérea TWA, integrada na American Airlines em 2001, foi um dos primeiros alvos. Seguiram-se outros nomes proeminentes como a Time Warner, ou a Yahoo! Mais recentemente, entrou em conflito com Michael Dell, fundador da homónima empresa de "hardware", exigindo um prémio maior para que a empresa fosse retirada de bolsa. Perdeu a guerra, mas não sem comparar a gestão a um conjunto de déspotas.

A popularidade levou-a criar em 2008 o "Relatório Icahn", onde faz a defesa dos direitos dos accionistas. O pagamento de bónus injustificados ou a responsabilização das administrações pela crise financeira são algumas das campanhas que protagoniza. Lançou também o movimento Accionistas Unidos da América.

 







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comentários mais recentes
Sebastiao Pio Há 3 semanas

João Simões

manchini Há 3 semanas

No panico tentou comprar para vender passado umas horas.
O mercado não fugiu, já não estava era ao valor que ele queria, podia ter continuado a comprar à espera de máximos, não comprou porquê?
Ai demonstra a confiança no Trump.

Eduardo Masc Aranhas Há 3 semanas

é isto que o trump mobilizou...mas o pessoal não quer perceber porque 70% dos brancos votaram nele...não são todos racistas longe disso ou xenófobos...percebem o que é um gajo de negócios a lidar com politicos fica cada vez amis claro porque ganhou trump goste-se ou não....ele quer reconstruir as infra estruturas americanas...para isso precisa de paz e dinheiro disponivel que não pode ir para a industria do armamento assim não o vejo empenhado em fazer guerra...isto ainda vai surpreender muita gente estou a ver

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