Análise Técnica Apple – O pior já terá passado

Apple – O pior já terá passado

Recuperação dos títulos tem sido devidamente sustentada tecnicamente. Euro/Dólar recua para mínimos desde julho, crude continua construtivo em alta e ouro permanece frágil.
Apple – O pior já terá passado
As ações da Apple perderam terreno desde julho de 2015 até maio de 2016, ainda que com alguns períodos de recuperação. Em maio os títulos negociavam em mínimos de dois anos, em torno dos $90.00. No entanto, desde aí a cotação tem vindo a subir e alguns sinais técnicos oferecem alguma sustentabilidade a esta recuperação.
O primeiro deles surgiu com a quebra em alta dos $102.00, nível que depois, juntamente com a média móvel de 200 dias, travou a queda das ações – assumindo-se agora como uma importante zona de suporte. O mesmo sucedeu com a referência dos $112.00 (resistência que passou a suporte), o que faz com que o movimento de alta no curto prazo esteja devidamente sustentado. Antevê-se agora alguma resistência na região entre os $120 e os $124, a última barreira antes dos máximos históricos em torno dos $135, mas o cenário está construtivo em alta. Num horizonte temporal mais alargado, a perspetiva de um bear market está também, por agora, afastada.



Euro/Dólar confirma sinais de fragilidade
O Eur/Usd acentuou a queda na última semana e negoceia agora em mínimos desde julho. O movimento foi suportado pela força do dólar, que vai beneficiando da convicção por parte do mercado de que a FED irá subir taxas de juro até dezembro.
Tecnicamente, o Eur/Usd confirmou os sinais de fragilidade que vinha oferecendo. Os máximos relativos cada vez mais baixos sugeriam já um ligeiro viés de baixa, e a quebra da zona de suporte dos $1.1100/30 precipitou uma queda mais acentuada. A barreira dos $1.1050/60 já ficou também para trás (sendo agora resistência), com a próxima referência a fixar-se nos $1.0950 – um nível igualmente importante para o cenário de médio prazo. Uma toada de maior neutralidade seria recuperada apenas acima de $1.1100/30.

CRUDE renova máximos desde junho
Os preços do crude subiram pela quarta semana consecutiva, tendo renovado máximos desde junho. A suportar o movimento esteve a queda dos inventários nos EUA, ainda que os ganhos estejam a ser limitados pela desconfiança quanto ao acordo da OPEP.
Tecnicamente, destaca-se o primeiro teste malsucedido à resistência dos $51.60, um nível igualmente importante para o cenário de médio prazo. No entanto, a sua quebra, que abriria espaço até à zona dos $54.00, poderá estar iminente. Isto depois de o crude encetar uma ligeira correção em baixa, mas respeitar o suporte em torno dos $49.00. Apenas abaixo deste nível surge um primeiro sinal de fragilidade.


OURO ameaça zona de suporte
Embora tenha atenuado o ritmo das perdas, o ouro não evitou a terceira queda semanal consecutiva. A cotação continua a ser pressionada pela crescente expectativa de que a FED poderá subir taxas de juro ainda este ano, bem como pela valorização do dólar.
Havia a possibilidade de o ouro formar uma "base" no suporte dos $1250, mas esse cenário tem perdido força nos últimos dias. Os sinais apontam para a quebra desta referência, o que deixará o ouro vulnerável até à zona de mínimos de maio, nos $1200. Este é também um nível importante para o médio prazo, cuja eventual quebra colocaria em causa o movimento principal de alta.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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Anónimo Há 2 semanas



PS . BE . PCP - são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.


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