Bolsa Aproximação das presidenciais deixa Wall Street sem direcção marcada

Aproximação das presidenciais deixa Wall Street sem direcção marcada

As principais bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em ligeira baixa, com os investidores a avaliarem as probabilidades dos candidatos republicano e democrata nas eleições presidenciais que se realizam no próximo dia 8 de Novembro.
Aproximação das presidenciais deixa Wall Street sem direcção marcada
Reuters
Carla Pedro 31 de Outubro de 2016 às 20:35

Depois do anúncio surpresa, na passada sexta-feira, de que o FBI reabriu a investigação aos e-mails de Hillary Clinton, as bolsas norte-americanas fecharam em baixa. Hoje, a tendência manteve-se, numa altura em que os investidores preferem usar de prudência, para mais porque se aproximam as eleições presidenciais e porque esta quarta-feira a Fed irá anunciar a sua decisão de política monetária.

 

No entanto, os recuos foram pouco expressivos, mostrando uma declarada falta de direcção das praças accionistas nos EUA.

 

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder muito marginalmente (menos de um ponto) para 2.126,22 pontos, e o índice industrial Dow Jones recuou 0,10% para 18.142,42 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite resvalou 0,02% para 5.189,13 pontos.

 

O FBI anunciou esta sexta-feira que reabriu a investigação aos e-mails da candidata presidencial democrata Hillary Clinton, quando era secretária de Estado, depois de terem sido descobertas novas mensagens "que parecem ser pertinentes".


Com esta notícia da reabertura da investigação pelo FBI, o peso mexicano – que é visto como um barómetro da percepção sobre as eleições norte-americanas – afundou face à maioria das moedas (já que Trump – que é contra a imigração – pode ganhar vantagem), o que fez as bolsas norte-americanas entrarem em terreno negativo.


Hoje, essa notícia continuou a influenciar a tendência em Wall Street, a pouco mais de uma semana de se saber quem será o próximo presidente dos Estados Unidos.

 

Por outro lado, a Reserva Federal norte-americana inicia amanhã a sua reunião de política monetária, que terminará na quarta-feira com o anúncio da decisão do banco central sobre os juros – esperando-se que uma vez mais não haja mexidas, já que a maioria das projecções aponta para que isso aconteça na reunião de Dezembro.

 

Wall Street tem oscilado grandemente ao sabor das expectativas em relação às taxas de juro dos EUA, aguardando mais sinais para saber se os juros de referência poderão ser aumentados ainda este ano – depois de em Dezembro de 2015 a Fed ter aumentado as taxas de juro pela primeira vez em quase uma década. 

 

Amanhã os investidores continuarão atentos também à apresentação dos resultados trimestrais, sendo que será a vez de empresas como a Shell, Kellog e Standard Chartered divulgarem as suas contas.

 

Uma das notícias que marcaram hoje o dia foi o do acordo entre a General Electric e a Baker Hughers para uma fusão das suas unidades ligadas ao petróleo e ao gás, com esta última a ceder terreno em bolsa depois de o crude cair para mínimos de um mês.

 

Com mais este anúncio, Outubro tornou-se o mês mais "mexido" dos últimos 12 anos em matéria de fusões e aquisições.




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