Petróleo Arábia Saudita dá sinais de corte na produção

Arábia Saudita dá sinais de corte na produção

A Arábia Saudita começou já a informar os seus clientes que vai reduzir as exportações de petróleo a partir de Janeiro. As maiores reduções vão ser notadas nos mercados europeus e na América do Norte. Ásia será poupada.
Arábia Saudita dá sinais de corte na produção
Bloomberg
Ana Laranjeiro 09 de dezembro de 2016 às 13:48

A Arábia Saudita está a dar sinais de que vai para a frente com o compromisso que assumiu no âmbito do acordo alcançado entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A 30 de Novembro, o cartel acordou que reduziria a sua produção em 1,2 milhões de barris por dia, passando a ter uma produção diária de 32,5 milhões de barris. Entre os membros da OPEP, cabe à Arábia Saudita, o maior produtor, fazer a maior redução. Vai produzir menos 486 mil barris por dia.

E já começou a transmitir essa informação aos seus clientes. A Saudi Arabian Oil, conhecida por Saudi Aramco, começou a informar os seus clientes, na noite desta quinta-feira, 8 de Dezembro, que a partir de Janeiro vai diminuir os envios de petróleo, de acordo com fontes da Bloomberg que pediram o anonimato. As refinarias europeias e da América do Norte deverão ser as que vão sentir mais esta redução dos envios.

As refinarias na Ásia não devem ser as menos afectadas uma vez que a região regista um excesso de oferta menor que os restantes mercados, de acordo com uma fonte da agência de informação. Empresas na Ásia revelaram à Bloomberg que esperam receber as remessas habituais de petróleo, indiciando assim que, de facto, as refinarias asiáticas não serão as mais afectadas pelo corte da produção. Inclusivamente, três refinarias daquele continente revelaram à agência que foram informadas que vão receber um volume de petróleo acima do que foi pedido.

Ríade vende mais de 60% da sua produção para a Ásia, de acordo com os dados da Administração norte-americana de Informação Energética. Este continente, onde há dois grandes mercados (China e Índia) tem estado no centro da disputa por quota de mercado entre, nomeadamente, a Arábia Saudita, Irão, Iraque e Rússia.

Este sábado, 10 de Dezembro, em Viena (Áustria) a OPEP vai reunir que países produtores de petróleo. Em cima da mesa vão estar mais reduções na produção da matéria-prima. Das 14 nações convidadas, nove (Azerbaijão, Cazaquistão, Omã, México, Rússia, Sudão, Sudão do Sul, Bahrein e Malásia) deverão marcar presença.


Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate avança 0,85% para 51,27 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, soma 0,54% para 54,18 dólares por barril.


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comentários mais recentes
Desanimado 09.12.2016

Na minha modesta opinião o barril devia subir para 200 dólares o barril, para de uma vez por todas se apostar nas energias renováveis. Quando o mundo apenas consumir energias renováveis a Arábia Saudita vai ser um daqueles países que virá com o choradinho que devia ter diversificado a economia porque nessa altura o petróleo será uma praga e só lhes restará comer a areia do deserto. Cá estaremos para ver, espero que seja para breve.

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