Bolsa As fortunas que ganharam e perderam na bolsa nacional

As fortunas que ganharam e perderam na bolsa nacional

Soares dos Santos e Américo Amorim lideraram os ganhos na bolsa, em 2016. Ambos aumentaram o valor da sua fortuna em dois mil milhões de euros. Já Belmiro Azevedo ficou "menos" rico.
Rui Barroso 07 de Janeiro de 2017 às 10:00

Jerónimo Martins rende mil milhões de euros

Jerónimo Martins rende mil milhões de euros
A família Soares dos Santos teve os maiores ganhos na bolsa nacional em 2016: 1.060 milhões de euros. O valor de mercado da posição na Jerónimo Martins, detida através da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, aumentou 970 milhões de euros. A juntar a isso, a família Soares dos Santos recebeu ainda, ilíquidos, quase 95 milhões de euros em dividendos. As acções da Dona do Pingo Doce valorizaram 22,88% em 2016. A posição na empresa vale 5,2 mil milhões de euros.

Galp e Corticeira foram apostas certeiras

Galp e Corticeira foram apostas certeiras
A Corticeira Amorim e a Galp tiveram o segundo e o terceiro melhor desempenho anual do PSI-20, com subidas de 42,91% e 32,37%. E isso ajudou a família Amorim a somar 980 milhões de euros entre ganhos potenciais, vendas de posições e dividendos recebidos. A posição na petrolífera rendeu mais de 620 milhões de euros. No final do ano valia 2,16 mil milhões de euros. Na Corticeira Amorim, o empresário e outras entidades da família Amorim ganharam quase 360 milhões de euros. A posição na empresa está avaliada em quase 850 milhões.

Semapa dá ganhos a Queiroz Pereira

Semapa dá ganhos a Queiroz Pereira
A família Queiroz Pereira controla 71% da Semapa. E essa posição rendeu, entre dividendos e no aumento do valor das acções, cerca de 60 milhões de euros. A "holding", que detém 69,35% da Navigator, valorizou 5,55% em 2016. No entanto, incluindo a remuneração distribuída aos accionistas, o retorno foi de 8,76%. A posição de Pedro Queiroz Pereira na Semapa, que detém ainda a cimenteira Secil, tinha, no final do ano, um valor de quase 780 milhões de euros.

Isabel dos santos: Galp compensa desvalorização da Nos

Isabel dos santos: Galp compensa desvalorização da Nos
Isabel dos Santos detém 45% da Esperanza Holding, entidade controlada pela Sonangol, de que a empresária é presidente. A Esperanza detém 45% da Amorim Energia, principal accionista da Galp. A posição de Isabel dos Santos na petrolífera, excluindo a participação da Sonangol, rendeu 230 milhões de euros em 2016. E serviu para compensar a menos-valia potencial de 195 milhões de euros na Nos, em que tem 50% da Zopt, entidade que detém 52% da empresa de telecomunicações. No BPI, Isabel dos Santos teve um ganho potencial, em 2016, de quase 11 milhões.

Saída da REN, entrada nos CTT

Saída da REN, entrada nos CTT
Manuel Champalimaud desinvestiu da REN e apostou forte nos CTT. Os ganhos com as acções da REN são difíceis de estimar, já que o empresário deixou de ter participação qualificada no final de Julho. Assumindo as vendas até essa data e considerando o preço para a posição restante ao da data dessa comunicação teria ganho 2,4 milhões de euros. Já a aposta nos CTT levou a perdas potenciais, já incluindo dividendos, de 15,6 milhões de euros.

Altri fraqueja em 2016

Altri fraqueja em 2016
As acções da Altri desceram 19% no ano passado. O saldo de Paulo Fernandes na empresa foi negativo em 15,7 milhões de euros. Apesar de ter recebido cerca de 5,9 milhões de euros em dividendos, o valor da posição, detida através da Actium Capital, diminuiu 21,6 milhões de euros. A posição valia, no final do ano, 92 milhões de euros. Além da participação na Altri, Paulo Fernandes teve ainda um lucro de 115 mil euros na F. Ramada Investimentos e uma menos-valia potencial de 2,2 milhões de euros na Cofina (empresa que detém o Jornal de Negócios).

Família Mota com ano negativo

Família Mota com ano negativo
A Mota-Engil foi uma das cotadas que não escaparam às quedas na bolsa nacional. Os títulos cederam 16,36%. Isso levou a que o valor da posição da família Mota na construtora baixasse 47 milhões de euros. Ainda assim, esse saldo negativo foi mitigado com os cerca de 7,5 milhões de euros em dividendos referentes à posição na empresa. Aos preços de mercado no final de 2016, a posição da família Mota estava avaliada em cerca de 240 milhões de euros.

Sonae dá perdas à família Azevedo

Sonae dá perdas à família Azevedo
A Sonae Capital até liderou os ganhos no PSI-20 e deu ganhos 46,6 milhões de euros à Efanor, a "holding" da família Azevedo. Mas esse saldo positivo não chegou para compensar a perda de valor na posição na Sonae, devido à descida de 16,60% das acções. Mesmo com os dividendos distribuídos, o saldo final na dona do Continente em 2016 é negativo em mais de 180 milhões de euros. Também na Sonae Indústria o ano foi de perdas, com a descida de 25% das acções a provocar um balanço negativo de mais de 15 milhões de euros.



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