Bolsa AstraZeneca afunda um recorde de 16% após falha de medicamento de combate ao cancro

AstraZeneca afunda um recorde de 16% após falha de medicamento de combate ao cancro

O medicamente testado pela farmacêutica não provou ser mais eficaz do que a quimioterapia no combate ao cancro do pulmão em alguns pacientes.
AstraZeneca afunda um recorde de 16% após falha de medicamento de combate ao cancro
Bloomberg
Negócios 27 de julho de 2017 às 13:27

As acções da farmacêutica britânica AstraZeneca estão a desvalorizar 16,02% para 42,9 libras - o valor mais baixo desde Fevereiro - depois de terem chegado a afundar um máximo de 16,68%.

A maior queda de sempre das acções da AstaZeneca acontece depois de a empresa ter revelado que o seu medicamento Imfinzi – que faz parte de um grupo de fármacos que activa as defesas com o objectivo de ‘combater’ tumores – não provou ser mais eficaz do que a quimioterapia no combate ao cancro do pulmão em alguns pacientes, num ensaio clínico denominado "Mystic".

Segundo analistas consultados pela Bloomberg, o medicamento deveria gerar mais de 7 mil milhões de dólares em receitas em 2022, e tornar-se no seu fármaco mais vendido.

"Nem tudo correu como queríamos", afirmou Pascal Soriot, CEO da farmacêutica, em declarações aos jornalistas.

O resultado do estudo foi conhecido no mesmo dia em que a empresa revelou que os seus lucros por acção cresceram no segundo trimestre para 87 cêntimos, acima das estimativas dos analistas que apontavam para 80 cêntimos. As vendas, por outro lado, caíram 10% para 5,05 mil milhões de dólares, ligeiramente acima das projecções de 5 mil milhões de dólares.

Os resultados decepcionantes do estudo seguem-se a uma série de semanas conturbadas para a farmacêutica, devido à especulação em torno do futuro de Soriot, depois de a imprensa ter avançado que o responsável teria aceitado um cargo de topo na Teva Pharmaceutical Industries.

"Não sou um desistente", garantiu hoje o CEO aos jornalistas, citado pela Bloomberg. "Tenho orgulho em ser o presidente executivo desta empresa e estou focado em continuar esta jornada e em liderar esta equipa fantástica".




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Tiago 27.07.2017

Não é fácil ler uma notícia destas. Mas como é um jornal sobre lucros, é compreensível. Vou tentar ler a mesma coisa, mas num médico. Um comprimido para tratar os cegos. Grandes esperanças. Não resultou. Não é pelos cegos, mas pelo tanto dinheirinho, que nos fazia esfregar as mãos, e afinal não vem.

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