Bolsa Automóvel e saúde seguram Wall Street

Automóvel e saúde seguram Wall Street

Os índices norte-americanos fecharam entre ganhos e perdas ligeiros no dia em que se soube que o sentimento entre as PME está em máximos de 1980. A marcar as próximas horas deverão estar as declarações de Donald Trump na sua primeira conferência de imprensa em seis meses.
Automóvel e saúde seguram Wall Street
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 10 de janeiro de 2017 às 21:09
As negociações nas bolsas norte-americanas encerraram a sessão desta terça-feira entre ganhos e perdas, com as ligeiras valorizações a serem sustentadas pelos avanços dos títulos das companhias aéreas, automóveis e da saúde e o preço do petróleo a pressionar as energéticas.

O S&P 500 fechou inalterado nos 2.268,91 pontos, enquanto o Nasdaq renovou um máximo histórico, a ganhar 0,36% para 5.551,82 pontos. Não foi ainda desta que o industrial Dow Jones cruzou os 20 mil pontos - barreira que vem testando há vários dias - terminando o dia em recuo de 0,16% para 19.855,53 pontos.

A travar maiores ganhos estiveram os papéis do sector energético, a reflectir a queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais. O Brent, em Londres, cai 2,35% para 53,65 dólares, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate recua 2,27% para 50,78 dólares. A queda dos preços do ouro negro beneficia no entanto os sectores consumidores, como a aviação e o automóvel. 

A marcar o dia estiveram dados sobre a confiança das pequenas empresas, que em Dezembro disparou para o valor mais elevado desde 1980, a dez dias da tomada de posse de Donald Trump como presidente dos EUA e após vários dados que sinalizam a boa performance da maior economia do mundo, nomeadamente no emprego.

Esta quarta-feira deverá ser marcada pela expectativa em torno das palavras de Trump, que deverá surgir numa conferência de imprensa, a primeira desde Julho. Aí esperam-se mais sinais sobre as suas principais linhas de política económica, depois de os últimos dias terem sido marcados por ameaças de agravamento das tarifas aduaneiras à indústria automóvel que pretenda fabricar fora dos EUA e vender os seus carros no país.

Os investidores continuam a digerir as afirmações de vários membros da Reserva Federal, a dois dias de a presidente Janet Yellen voltar a falar em público e depois de, nos últimos dias, responsáveis como Eric Rosengren (Reserva de Boston) ter defendido um aumento gradual mas mais acelerado dos juros sob pena de a Reserva falhar o seu mandato dual de garantir estabilidade de preços e níveis sustentáveis de empregabilidade.



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