Bolsa Banca anima Dow Jones em dia de queda das tecnológicas

Banca anima Dow Jones em dia de queda das tecnológicas

As principais bolsas dos EUA encerraram em terreno misto, com a banca a animar o Dow Jones mas as tecnologias a pressionarem o Nasdaq e o Standard & Poor’s 500.
Banca anima Dow Jones em dia de queda das tecnológicas
Reuters
Carla Pedro 29 de novembro de 2017 às 21:09

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,04% para 2.626,07 pontos, não sem antes marcar a meio da sessão um novo recorde nos 2,634.89 pontos.

 

Já o Dow Jones encerrou com um ganho de 0,44% para 23.940,68 pontos. Na negociação intradiária, o índice atingiu um novo máximo de sempre, nos 23,959.76 pontos.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite – que ontem tocou num valor nunca antes alcançado, nos 6,914.19 pontos – cedeu terreno, fechando a perder 1,27% para 6.824,34 pontos.

 

O Nasdaq foi pressionado pelo facto de os investidores terem desviado as atenções para o sector financeiro, em detrimento do tecnológico. Isto devido a dados económicos sólidos – o PIB cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre - e a comentários encorajadores por parte da Fed.

 

O índice tecnológico do S&P, o que tem melhor desempenho este ano, caiu 3,3% naquele que foi o maior recuo diário desde Junho de 2016. As chamadas FAANG – Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Alphabet [casa-mãe da Google] perderam na sessão de hoje entre 2,8% e 5,3%.

 

A ainda presidente da Reserva Federal, Janet Yellen, disse que a economia dos EUA ganhou fôlego, o que vai garantir a continuação de uma subida gradual das taxas de juro no país. Estas palavras animar o sector financeiro, em especial a banca.

 

Já ontem os investidores tinham também gostado das declarações de Jerome Powell, nomeado por Donald Trump para substituir Janet Yellen na liderança da Reserva Federal a partir do próximo dia 3 de Fevereiro. Na sua audição perante um comité do Senado, Powell defendeu a necessidade de poder flexibilizar a regulação sobre o sector financeiro – o que agradou grandemente à banca, impulsionando as suas cotações.

 

Os investidores aguardam agora com expectativa pela votação de amanhã, no Senado, do plano fiscal da Administração Trump [a Câmara dos Representantes já aprovou a sua versão].




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