Bolsa Banca e Boeing dão novos recordes a Wall Street

Banca e Boeing dão novos recordes a Wall Street

As bolsas norte-americanas fecharam em alta, com os principais índices a marcarem novos máximos históricos, exceptuando o Nasdaq que recuou ligeiramente. A ajudar esteve na banca, na expectativa de que amanhã a Fed anuncie uma subida dos juros. A Boeing também contribuiu, à conta do anúncio de um aumento dos dividendos.
Banca e Boeing dão novos recordes a Wall Street
Reuters
Carla Pedro 12 de dezembro de 2017 às 21:07

O Dow Jones encerrou a sessão desta terça-feira ganhar 0,49% para 24.504,60 pontos. Na negociação intradiária atingiu um valor nunca antes visto, nos 24.552,97 pontos.

 

Também o Standard & Poor’s 500 estabeleceu um novo máximo de sempre, ao tocar a meio da jornada nos 2.669,72 pontos, tendo depois fechado a ganhar 0,16% para 2.664,13 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite também chegou a estar a negociar no verde, mas acabou por inverter e terminou a resvalar 0,19% para 6.862,32 pontos.

 

Este ano, o S&P 500 acumula 41 novos máximos históricos e o Nasdaq Composite tem um saldo de 51 novos recordes.

 

Os mercados accionistas do outro lado do Atlântico foram sobretudo impulsionados pela banca, dada a convicção geral de que a Reserva Federal norte-americana anunciará amanhã uma subida da taxa directora.

 

Os operadores apontam para uma probabilidade de 87,6% de a Fed aumentar em 25 pontos base a taxa dos fundos federais, que passará assim para um intervalo compreendido entre 1,25% e 1,50%. A acontecer, será o terceiro aumento de juros em 2017, tal como a ainda presidente do banco central, Janet Yellen, tinha projectado no início do ano.

 

O sector financeiro foi, assim, o maior motor dos ganhos do Standard & Poor’s 500 esta terça-feira.

 

A contribuir para o bom desempenho desta sessão bolsista em Wall Street esteve também a Boeing, que fechou com um avanço de 2,42% para 289,94 dólares, impulsionando fortemente o Dow Jones. A construtora aeronáutica norte-americana anunciou que irá aumentar o seu dividendo trimestral em 20% e substituir o seu actual programa de recompra de acções por um novo pacote no valor de 18 mil milhões de dólares.

 

A sobressair igualmente pela positiva esteve, pelo segundo dia consecutivo, a Tesla. A fabricante norte-americana de veículos eléctricos, liderada por Elon Musk, encerrou ontem a escalar mais de 4% devido ao anúncio de novas encomendas do seu camião eléctrico recentemente apresentado – e que se chama Semi. Hoje fechou a ganhar 3,68% para 341,03 dólares, animada pelo anúncio de que a PepsiCo reservou 100 Semis, naquela que é, até agora, a maior encomenda destes novos veículos.

 

Destaque ainda para a Comcast, que somou 2,78% para 39,51 dólares depois de a operadora por cabo ter abandonado a sua oferta pela maioria dos activos da Twenty-First Century Fox, deixando a Walt Disney como a única proponente deste negócio avaliado em mais de 40 mil milhões de dólares.

 

Em contrapartida, as tecnologias, que estiveram três sessões em alta, voltaram hoje a revelar alguma debilidade, pressionadas pelas descidas de pesos-pesados como a Apple e Facebook.

 

Registaram-se também perdas nas "utilities" [gás, luz e água] e na energia [com a correcção dos preços do petróleo], que foram compensadas pelos ganhos em nove outros sectores que compõem o S&P 500, com destaque - além do financeiro - para as telecomunicações e saúde.




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