Bolsa Banca e Jerónimo Martins pressionaram bolsa nacional

Banca e Jerónimo Martins pressionaram bolsa nacional

Numa sessão em que o BCP, a Jerónimo Martins e o BPI foram as cotadas que mais penalizaram a bolsa nacional, o PSI-20 voltou a negociar em terreno negativo, seguindo assim a tendência verificada nas principais praças europeias.
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David Santiago 17 de junho de 2015 às 16:44

O PSI-20 encerrou a sessão desta quarta-feira, 17 de Junho, a recuar 0,82% para 5.583,60 pontos, com 11 cotadas a negociar em queda, seis em alta e apenas uma inalterada.

 

O principal índice nacional acabou por acompanhar a tendência registada na generalidade das principais praças europeias, numa altura em que o extremar de posições relativas às negociações entre a Grécia e os credores elevou o receio de uma eventual saída grega da Zona Euro.

O Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, segue a deslizar 0,25%, enquanto a praça helénica terminou a sessão de hoje a perder 1,77%.

Esta manhã, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse estar disposto a assumir a responsabilidade de dizer um "grande não" às instituições credoras caso um acordo final esteja dependente da adopção, por parte de Atenas, de mais medidas de austeridade.

 

Já ontem as autoridades gregas haviam garantido que não estavam disponíveis para fazer mais concessões além daquelas que já tinham admitido na proposta apresentada aos credores no passado fim-de-semana. O Banco Central Europeu alertou esta quarta-feira que a inexistência de um acordo deverá levar à saída da Grécia do bloco do euro.

 

De regresso ao plano nacional, a banca foi o sector que mais penalizou a praça lisboeta. O BCP cedeu 2,84% para 0,0788 euros no dia seguinte à estreia em bolsa dos novos títulos accionistas do banco liderado por Nuno Amado, resultantes da troca de obrigações - e que resultaram em 4,84 mil milhões de novas acções emitidas a 8,34 cêntimos, um valor que é superior à própria cotação do banco.

 

Já o BPI registou a maior desvalorização de entre as 18 cotadas do PSI-20. O banco liderado por Fernando Ulrich caiu 6,36% para 1,236 euros, já depois de a assembleia-geral da instituição, que reuniu esta manhã, ter votado contra o único ponto da ordem de trabalhos e que se referia à modificação dos estatutos de forma a retirar a limitação aos direitos de voto actualmente definida em 20%.

 

O Banif terminou o dia inalterado nos 0,0066 euros.

 

A Jerónimo Martins, que deslizou 2,18% para 11,895 euros, também foi uma das cotadas que mais penalizou o principal índice nacional, enquanto a Sonae registou uma queda menor, de 0,86%, para 1,148 euros. 

Mais dividido foi o sentimento no sector energético. Enquanto a EDP Renováveis perdeu 0,73% para 6,487 euros, a EDP avançou 0,44% para 3,386 euros e a Galp Energia ganhou 0,70% para 10,78 euros.

 

E a travar uma queda mais acentuada do PSI-20 estiveram os sectores da construção e das empresas ligadas ao ramo das telecomunicações. A Mota-Engil valorizou 3,67% para 2,007 euros, ajustando assim das fortes perdas verificadas na sessão de ontem, dia em que perdeu mais de 8% após ter anunciado uma oferta de obrigações para os pequenos investidores, num montante de 70 milhões de euros. Com esta operação, a construtora pretende financiar-se num total de 95 milhões de euros.

 

A Teixeira Duarte também somou 0,94% para 0,535 euros.

 

Também em alta, a Pharol (antiga PT SGPS) cresceu 2,71% para 0,379 euros e a Nos cresceu 0,32% para 6,67 euros. 


(Notícia actualizada às 17h)




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