Bolsa Banca e tecnologias animam Wall Street, com Dow em novos recordes

Banca e tecnologias animam Wall Street, com Dow em novos recordes

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, com o Dow Jones a estabelecer um novo máximo histórico. Os títulos bancários e tecnológicos impulsionaram a tendência positiva, com a energia a dar também o seu contributo.
Banca e tecnologias animam Wall Street, com Dow em novos recordes
Reuters
Carla Pedro 05 de dezembro de 2016 às 21:08

O Dow Jones fechou a sessão desta segunda-feira a somar 0,24% para 19.216,55 pontos. Durante a sessão, estabeleceu um novo máximo histórico, quando atingiu os 19.274,85 pontos.

 

O Standard & Poor’s, por seu lado, terminou a subir 0,58% para 2.204,71 pontos. O seu anterior recorde está nos 2.214,10 pontos e foi marcado no passado dia 30 de Novembro.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite encerrou no verde, a ganhar 1,01% para se estabelecer nos 5.308,89 pontos (o seu recorde de sempre foi atingido a 29 de Novembro, nos 5.403,86 pontos.

 

As praças do outro lado do Atlântico arrancam em baixa, tal como as congéneres europeias, numa primeira reacção à vitória do "não" (com 60% dos votos) no referendo de domingo, em Itália, sobre a reforma constitucional proposta pelo primeiro-ministro, Matteo Renzi, e que visava reduzir o poder do Senado e aumentar a estabilidade política. Após os resultados, Renzi anunciou que iria apresentar a sua demissão ao Presidente da República, Sergio Mattarella.

 

No entanto, depois de digerido este resultado (que já era esperado, segundo as sondagens), os mercados regressaram aos ganhos, não se mostrando muito preocupados, já que crêem numa acção do BCE no sentido de garantir a estabilidade.

 

A contribuir para o movimento positivo estiveram sobretudo os títulos da banca, tecnologias e energia – estes últimos animados pela continuação da subida dos preços do petróleo nos principais mercados internacionais, tendência que se tem mantido desde que, na semana passada, a OPEP decidiu que irá cortar a sua produção de crude em 1,2 milhões de barris por dia a partir de Janeiro.

 

O sector da banca continua a ser sustentado pela expectativa de uma regulação menos dura por parte da Administração Trump.

 

Já as tecnológicas, que têm tido um desempenho misto desde as eleições presidenciais de 8 de Novembro, que colocaram Donald Trump a caminho da Casa Branca para substituir Barack Obama a 20 de Janeiro do próximo ano, estiveram hoje a negociar no verde.

 

Os investidores continuam atentos aos dados que medem o pulso à economia norte-americana, na expectativa de que haja solidez suficiente para suportar uma subida das taxas de juro directoras.

 

Esta segunda-feira foi divulgado o indicador de actividade dos serviços em Outubro, que registou o crescimento mais rápido desde o mês homólogo de 2015 – o que aponta para que este sector, que representa 70% da economia dos EUA, esteja a registar um crescimento robusto.

 

A Reserva Federal norte-americana reúne-se nos dias 13 e 14 de Dezembro e os operadores estão a apontar para uma probabilidade de 100% de a Fed subir os juros directores, quando no início de Novembro apenas 68% acreditava nesse cenário.

 

Hoje, o presidente da Fed de St. Louis, James Bullard, disse que uma subida dos juros em Dezembro é uma "opção muito razoável".

 

A Fed iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.




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