Banca afunda e leva PSI-20 a perder quase 6% no mês
30 Abril 2012, 18:20 por Sara Antunes | saraantunes@negocios.pt
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Abril foi o pior mês para a bolsa nacional desde Setembro do ano passado. A banca foi o sector que mais penalizou o índice, com o BCP a ter o pior mês em mais de quatro anos.
O PSI-20 perdeu este mês 5,81%, sendo o segundo mês de quedas. A contribuir para este comportamento estiveram 15 cotadas, enquanto duas terminaram este período inalteradas. Três conseguiram contrariar a tendência.

A acção que mais caiu em Abril foi a do BCP, com uma descida de 23,74% para 0,106 euros. Esta foi a queda mais pronunciada do banco liderado por Nuno Amado desde Janeiro de 2008, mês em que perdeu 28,60%.

Seguiu-se o BES, ao descer 22,56% para 0,64 euros, o que corresponde à maior descida desde Novembro de 2011, e o BPI, que recuou 18,95% para 0,402 euros, na maior queda desde Outubro de 2011.

O mês foi marcado por um aumento dos receios relativos à crise de dívida soberana na Europa, em especial em Espanha, com a especulação de que o país não ia conseguir evitar um resgate financeiro.

A marcar o mês esteve também o anúncio de aumento de capital do BES. O banco revelou um aumento de capital de 1,01 mil milhões de euros, numa operação com um desconto de 66% face ao valor a que negociavam as acções no dia anterior ao anúncio. Este desconto levou a descidas acentuadas no sector financeiro português, uma vez que servirá de referência para outras operações na banca nacional.

O BES é o banco que está melhor no acesso a liquidez, tendo já anunciado que o seu aumento de capital será subscrito na íntegra por investidores. Já o BPI e o BCP, que também têm de fazer aumentos de capital, terão de recorrer à ajuda de capitais públicos, o que significa que poderão ter como um dos grandes accionistas o Estado, algo que não é bem visto pelos investidores.

OPA anima acções da Cimpor

A Cimpor foi a cotada nacional que mais subiu este mês. Num período marcado pelo lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte da brasileira Camargo Corrêa e de uma proposta alternativa avançada por Pedro Queiroz Pereira.

Neste enredo accionista, as acções da cimenteira subiram 10,40% para 5,52 euros, naquele que foi o melhor mês desde Maio do ano passado.

A outra cotada alvo de uma OPA, a Brisa, fechou o mês pouco alterada, com uma variação negativa de 0,75% no mês para 2,65 euros.
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