Bolsa Banca e perspectiva de subida dos juros empurram Wall Street para o vermelho

Banca e perspectiva de subida dos juros empurram Wall Street para o vermelho

As principais praças norte-americanas fecharam em terreno negativo pressionadas pelo sistema financeiro e crescente probabilidade de subida de juros em 2016. Apesar da queda, principais índices recuperaram do mínimo de três meses atingido na sessão.
Banca e perspectiva de subida dos juros empurram Wall Street para o vermelho
Reuters
David Santiago 13 de Outubro de 2016 às 21:59

O índice industrial Dow Jones fechou a sessão desta quinta-feira, 13 de Outubro, a recuar 0,25% para 18.098,94 pontos, tal como o Standard & Poor’s 500 que acabou o dia a resvalar 0,31% para 2.132,55 pontos. No entanto, ambos os índices acabaram por recuperar parte das perdas acumuladas ao longo de uma sessão em que chegaram a transaccionar em mínimos de Julho deste ano.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite fechou a sessão a perder 0,49% para 5.213,3 pontos, num dia em que negociou no valor mais baixo desde Setembro.

 

O pessimismo reinou ao longo de todo o dia em Wall Street. O início da sessão ficou marcado, tal como se verificou nas praças europeias, pela queda inesperada das exportações da China em Setembro, o que adensou a apreensão relativamente ao nível de recuperação da segunda maior economia mundial, que nos últimos meses vinha dando ténues sinais positivos.

 

As primeiras horas foram também muito influenciadas pela crescente probabilidade de a Reserva Federal vir a decretar um novo aumento de juros em 2016, o que a acontecer representará a segunda subida dos custos do dinheiro no espaço de um ano.

 

A reforçar esta possibilidade esteve a divulgação, também durante o início da manhã, por parte do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos de que o número de novos pedidos de subsídios de desemprego esteve, durante as duas últimas semanas, em mínimos de 43 anos.

Em mais do que uma ocasião a presidente da Fed, Janet Yellen, já tinha apontado a recuperação do mercado laboral norte-americano como factor determinante para a autoridade monetária voltar a elevar os juros. 
Também as minutas relativas ao último encontro da Fed, divulgadas na passada quarta-feira, vieram reforçar o cenário de aumento ainda este ano.

 

Por fim, também o sector financeiro norte-americano pressionou ao longo da sessão, isto a um dia de o JP Morgan e o Citigroup apresentarem resultados trimestrais. E apesar de os analistas consultados pela agência Bloomberg anteciparem que este conjunto de bancos revele aumentos em torno de 4% dos lucros, é grande o receio dos investidores face à instabilidade que paira sobre o sector, especialmente tendo em conta os casos do Deutsche Bank e do Wells Fargo.

 

Na sessão de hoje, o JP Morgan cedeu 0,57% para 67,74 dólares, enquanto o Citigroup desvalorizou 0,47% para 48,47 dólares.  

 

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub