Crédito Bancos emprestam menos dinheiro às famílias e às empresas

Bancos emprestam menos dinheiro às famílias e às empresas

O mês de Abril ficou marcado pelo recuo no montante emprestado pelos bancos às famílias mas também às empresas, segundo os dados do Banco de Portugal.
Bancos emprestam menos dinheiro às famílias e às empresas
Raquel Godinho 14 de junho de 2017 às 12:15

As novas operações de financiamento diminuíram em Abril, demonstram os dados divulgados pelo Banco de Portugal esta quarta-feira, 14 de Junho. As famílias captaram 955 milhões de euros, um montante que ficou aquém dos 1.314 milhões de euros financiados em Março. Mais de metade deste valor destinou-se à compra de casa.


As instituições financeiras concederam 955 milhões de euros aos particulares, em Abril. Menos 27% do que um mês antes, segundo o Banco de Portugal. Para esta queda contribuíram todos os segmentos, nomeadamente o crédito à habitação que representa 56% de todo o dinheiro emprestado às famílias.


Foram concedidos 536 milhões de euros em novo crédito à habitação, isto depois de um mês antes terem sido emprestados 720 milhões de euros. Março foi, aliás, o melhor mês desde Dezembro de 2010. Desde o início do ano, foram emprestados 2.339 milhões de euros com este fim. Mais 45% do que no período homólogo.


O montante de novo crédito ao consumo ascendeu a 283 milhões de euros, recuando 28% face ao mês anterior. Já o novo crédito para outros fins totalizou 136 milhões de euros, menos 32% do que em Março.


Contudo, a quebra de financiamento não se fez sentir apenas nas famílias. Também no que toca às empresas caiu o montante de novo crédito. Foram concedidos 1.912 milhões de euros, aquém dos 2.591 milhões de euros relativos ao mês anterior. Foi nas grandes empresas que a quebra foi mais expressiva.


As novas operações acima de um milhão de euros ascenderam a 695 milhões de euros, menos 33% do que em Março. Já as operações até um milhão de euros totalizaram 1.217 milhões de euros, menos 22% do que um mês antes.


Desde o início do ano, os bancos emprestaram 8.599 milhões de euros às empresas, menos 12% do que os 9.788 milhões de euros concedidos no período homólogo.




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mais votado Anónimo 14.06.2017

Quiseram pôr o Estado a salvar os bancos de retalho detidos por privados para salvar bancários, seus sindicatos, pensões e mais alguns interesses muito duvidosos. E tudo isto para quê? Para que esses bancos de retalho concedessem crédito para a internacionalização das empresas portuguesas não foi certamente porque isso nunca mais aconteceu nem pelos vistos acontecerá. Estes bancos resgatados em vez de se reestruturarem e transformarem em bancos de investimento, organizações fintech, firmas de gestão de investimentos, sociedades de capital de risco e private equity, foram e continuam a ir pelo caminho mais fácil e mais insustentável do crédito ao consumo e à habitação concedidos à legião de excedentários de carreira sindicalizados no país da UE onde o capital está já quase todo aplicado e transformado em prédios e pouco ou nada em máquinas que criem valor sob a forma de bens e serviços transaccionáveis à escala global de elevado valor acrescentado.

comentários mais recentes
Anónimo 14.06.2017

MEUS AMIGOSZEZE,
OS BANCOS ESTÃO CÁ PARA SACAR E NÃO PARA EMPRESTAR DINHEIRO, A MENOS QUE SEJA AQUELES GRANDES CALOTEIROS QUE DEPOIS FICAM A DEVER.
JÁ O OUTRO DIZIA:
O "DEVER", ACIMA DE TUDO!

País de corruptos e agiotas oportunistas 14.06.2017

Grande novidade.
Os AGIOTAS querem é continuar a ROUBAR os tugas.
O povinho, PAROLO e MANSO, paga aos LADRÕES da banca,e ainda os tem que SUSTENTAR com Ordenados e mordomias de todo o género.

Anónimo 14.06.2017

Quiseram pôr o Estado a salvar os bancos de retalho detidos por privados para salvar bancários, seus sindicatos, pensões e mais alguns interesses muito duvidosos. E tudo isto para quê? Para que esses bancos de retalho concedessem crédito para a internacionalização das empresas portuguesas não foi certamente porque isso nunca mais aconteceu nem pelos vistos acontecerá. Estes bancos resgatados em vez de se reestruturarem e transformarem em bancos de investimento, organizações fintech, firmas de gestão de investimentos, sociedades de capital de risco e private equity, foram e continuam a ir pelo caminho mais fácil e mais insustentável do crédito ao consumo e à habitação concedidos à legião de excedentários de carreira sindicalizados no país da UE onde o capital está já quase todo aplicado e transformado em prédios e pouco ou nada em máquinas que criem valor sob a forma de bens e serviços transaccionáveis à escala global de elevado valor acrescentado.

Johnny 14.06.2017

Os bancos emprestam ??
Abram os olhos PALHAÇOS
Os bancos lá têm algum dinheiro para emprestar ?
Quem empresta dinheiro é o BCE e a sua criação de dinheiro fictício !

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