Câmbios BCE leva euro a subir e a descer mais de 1%

BCE leva euro a subir e a descer mais de 1%

A decisão do BCE sobre o programa de compra de activos levou, no imediato, o euro a subir mais de 1%. Mas a subida não foi sustentada, e a moeda única chegou a cair mais de 1%.
BCE leva euro a subir e a descer mais de 1%

O euro está a cair 0,89% para 1,0658 dólares, depois de ter subido mais de 1% logo após ser conhecida a decisão da reunão de política monetária do Banco Central Europeu. Um comportamento que foi seguido de uma queda também superior a 1%.

Regra geral, as moedas reagem em alta à retirada de estímulos por parte dos bancos centrais, mas o BCE acabou por anunciar uma retirada de estímulos antes do esperado, o que tende a deixar os investidores nervosos. Por outro lado, o montante total que o BCE vai injectar na economia se mantiver o programa tal como anunciou esta quinta-feira, é superior ao montante que seria injectado caso o banco central mantivesse o ritmo de compra nos 80 mil milhões de euros por mês até Setembro.

 

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu prolongar o seu programa de compra de títulos pelo menos até Dezembro de 2017, mas a partir de Abril baixará o ritmo de aquisições de 80 para 60 mil milhões de euros mensais. No comunicado emitido esta quinta-feira, 8 de Dezembro, o banco central admite voltar a elevar o ritmo de compras e a prolongar novamente o programa. 

Ao ritmo previsto até hoje o banco central compraria até Março cerca de 1,76 biliões de euros em activos, principalmente dívida pública. Com a decisão agora anunciada o balanço do banco central aumentará em mais 540 mil milhões de euros, elevando o valor total de compras para 2,3 biliões de euros, e atirando o balanço do BCE para um valor superior a 3 biliões de euros.


O prolongamento do programa estava já a ser antecipado pelos mercados, que acreditavam que o montante de compras seria mantido até Setembro. Mas não foi essa a decisão. O BCE optou por prolongar por mais tempo do que estava a ser antecipado (Setembro), mas decidiu cortar o montante de compras. "Redução do ritmo chega antes do que esperado", realçam os analistas David Watss e Tomas Hirts, do Credit Sights, numa nota publicada logo a seguir à decisão.

Frederik Ducrozet, economista, considera que foram anunciadas "más notícias". O economista diz que é agora aguardada a conferência de imprensa onde Mario Draghi vai dar mais pormenores sobre as decisões, mas, diz Ducrozet, "os mercados podem não acreditar no compromisso do BCE em expandir o programa outra vez no futuro".

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