Bolsa BCE tenta sossegar mercados e consegue animar Wall Street

BCE tenta sossegar mercados e consegue animar Wall Street

As bolsas norte-americanas fecharam em terreno positivo, revertendo assim o clima negativo da abertura, depois de alguns responsáveis do BCE terem vindo dizer que os mercados tinham interpretado mal as suas palavras.
BCE tenta sossegar mercados e consegue animar Wall Street
Reuters
Carla Pedro 28 de junho de 2017 às 21:12

O Standard & Poor’s 500 encerrou a sessão desta quarta-feira a somar 0,90% para 2.440,51 pontos – recuperando assim da maior queda em seis semanas registada ontem.

 

O índice industrial Dow Jones, por seu lado, terminou a marcar um ganho de 0,68% para 21.454,61 pontos.

 

Também o índice tecnológico Nasdaq Composite seguiu a tendência positiva dos seus congéneres e fechou a subir 1,43% para 6.234,41 pontos.

 

A banca deu o mote à valorização do S&P 500 e as tecnologias foram alvo de trégua por parte do mercado depois das quedas recentes.

 

O sentimento dos investidores norte-americanos inverteu pouco depois da abertura da sessão, quando alguns responsáveis do Banco Central Europeu disseram que os mercados interpretaram mal os comentários, na terça-feira, por parte do presidente da autoridade monetária europeia, Mario Draghi, e que tinham sido vistos como pessimistas.

 

Esses comentários, aliás, fizeram o euro cair fortemente face ao dólar, dada a especulação de que os estímulos se manteriam robustos na Zona Euro. Mas a moeda única regressou aos ganhos e também a libra esterlina disparou depois de o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, ter dito que as taxas de juro deverão subir em breve.

 

A leitura optimista das últimas declarações de vários bancos centrais – de que as economias mundiais conseguem suportar condições financeiras mais apertadas à medida que o crescimento acelera – mudou o tom à tendência dos mercados financeiros e em Wall Street foi evidente o alívio dos investidores, conforme sublinha a Bloomberg.

 

Isto depois de na véspera as bolsas do outro lado do Atlântico terem sido pressionadas pela revisão em baixa das estimativas do crescimento dos EUA, por parte do FMI, bem como por um ciberataque à escala global e por um novo revés na agenda da Administração Trump depois de os senadores republicanos terem adiado a votação sobre a reforma da saúde, intensificando a especulação de que os cortes de impostos e a flexibilização regulatória poderão ser também prorrogados.

 
Também ontem falou a presidente da Reserva Federal norte-americana, Janet Yellen, e os seus comentários sobre a possibilidade de os preços dos activos estarem elevados levou igualmente a algum pessimismo na sessão desta quarta-feira nos mercados, mas em Wall Street as atenções fixaram-se mais na continuação da política de subida dos juros, o que animou o sector financeiro. Além disso, a percepção é a de que nem todos os activos estarão com um preço demasiado alto, havendo ainda muitos sectores com potencial de valorização.

 




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