Bolsa BCP afunda 9,5% antes da entrada das novas acções

BCP afunda 9,5% antes da entrada das novas acções

A dois dias da entrada em bolsa das novas acções do BCP, os títulos afundaram 9,5%, a terceira maior descida desde que foi anunciado o aumento de capital.
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Rita Faria 07 de fevereiro de 2017 às 16:56

As acções do BCP encerraram a sessão desta terça-feira, 7 de Fevereiro, a perder 9,46% para 15,7 cêntimos, depois de terem chegado a afundar um máximo de 12,11% para 15,24 cêntimos. Esta é a terceira maior descida das acções desde que foi anunciado o aumento de capital, a 9 de Janeiro. 

 

A justificar este desempenho está não só a correcção dos ganhos recentes – os títulos subiram mais de 3% em cada uma das duas últimas sessões – como a antecipação da pressão vendedora na sessão de quinta-feira, em que serão dispersas em bolsa as novas acções. Apesar da forte descida, a cotação ainda está acima do fecho de 30 de Janeiro (14,62 cêntimos), o último dia em que os direitos de subscrição do aumento de capital negociaram em bolsa.

 

Esta terça-feira, trocaram de mãos mais de 58,5 milhões de títulos da instituição liderada por Nuno Amado, quase três vezes a média diária dos últimos seis meses (21,7 milhões).

 

Na sessão de ontem, o BCP foi a única cotada do PSI-20 a encerrar em alta, reflectindo o anúncio, na sexta-feira, de que a instituição concretizou o encaixe de 1,33 mil milhões de euros no aumento de capital, com a procura na operação a superar a oferta em mais de 20%. A Fosun reforçou o estatuto de maior accionista, passando a deter perto de 24% do capital do banco, enquanto a Sonangol manteve o estatuto de segundo maior accionista, com cerca de 15% do capital.

Já na segunda-feira, o banco informou que a gestora de activos norte-americana BlackRock passou a ser a terceira maior accionista, com mais de 3% do capital do banco.

Tal como avançou o Negócios na sexta-feira, o aumento de capital atraiu o interesse dos investidores institucionais estrangeiros, que passaram a deter um quarto do capital do banco, quando antes detinha menos de 20%.

 

Também os pequenos accionistas do BCP aderiram à operação, ao ponto de terem ficado com uma fatia entre 30% e 35% do capital do banco. Esta percentagem supera as estimativas iniciais da gestão, que admitia que os investidores de retalho ficassem com menos de 30% do banco, contra os anteriores 40%.




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mais votado Anónimo 07.02.2017

Posições curtas aumentaram para 4,28% comunicadas hoje CMVM(e hoje certamente tb aumentaram ainda mais as posições curtas q só serão comunicadas amanhã). http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/shortselling/posicoes_emitente.cfm?num_ent=%23%224S%5F%0A
PS: Tubarões cheiraram o sangue fresco...

comentários mais recentes
Anónimo 08.02.2017

Depois do BCP pagar os cocos sobram 650 milhões do aumento de capital correto !! Como o BANCO não dá lucro ,vão pagar os rétoativos ó pessoal, aumentar os salários, férias máis subsidios de férias e vái sobrar pouco dos 650 milhões, lá para Outubro temos outro A.C. e as ações vái ser 1 = 75

Visionario 07.02.2017

O que importa e apresentar bons resultados e conseguir objetivos nos proximos anos ou seja muito menos imparidades e roe a 10%. Pagar 3 ou 4 centimos de dividendos em 2019

pirata 07.02.2017

amanha os chineses vao comprar ,pk já estão outros a quer mais,a luta pelo poder do banco não e so dos chineses ,esperem pra ver nos próximos dias,quem vender barato vai depois comprar caro ,sera rápido a subida

CHEF 07.02.2017

Esta descida e sol de pouca dura, tal como foi a reação ao aumento de capital. Pese embora não ter previsto que as posições curtas aumentassem já, continuo muito confiante na forte valorização desta ação agora que tem uma estrutura accionistas forte quer se queira quer não.

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