Bolsa BCP atinge novo máximo e já sobe mais de 8% desde o início do ano

BCP atinge novo máximo e já sobe mais de 8% desde o início do ano

As acções do banco liderado por Nuno Amado estão a negociar no valor mais alto desde Junho de 2016, num dia positivo par ao sector na Europa.
BCP atinge novo máximo e já sobe mais de 8% desde o início do ano
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 04 de janeiro de 2018 às 13:20

Em apenas três sessões negociadas, as acções do BCP já somam mais de 8% em 2018, aproximando-se da marca dos 30 cêntimos.

 

Depois de duas sessões de fortes ganhos, os títulos da instituição liderada por Nuno Amado avançam 2,50% para 29,47 cêntimos, o valor mais elevado desde Junho de 2016.

 

A par com a cotação também a liquidez está em alta esta quinta-feira, 4 de Janeiro, tendo trocado de mãos mais de 56 mil títulos até ao momento, quando a média diária dos últimos seis meses não vai além dos 64,5 milhões.

 

O BCP acompanha, desta forma, a tendência positiva do sector na Europa, animado pelas perspectivas animadoras para a economia da moeda única. O índice que reúne as maiores cotadas do sector financeiro avança quase 1,5%, com as subidas a serem lideradas pelo austríaco Erste Bank (5,33%), o francês Crédit Agricole (4,23%) e o italiano Ubi Banca (4,19%).  

 

Além de estar a beneficiar das perspectivas mais positivas para a economia portuguesa, o BCP reflecte também a descida do risco do país, expressa na diminuição das yields exigidas pelos investidores para deter dívida pública.

 

Num dia em que o alívio dos juros é generalizado na Zona Euro, Portugal encabeça o alívio, com a yield associada às obrigações a dez anos a cair 5,3 pontos para 1,937%.

 

"A partir do momento em que as agências subiram o ‘rating’ de Portugal, o país tem atraído mais investidores. Com este ‘upgrade’ diminui o risco associado ao país o que está a fazer com que mais investidores estejam interessados na bolsa portuguesa", explica Pedro Lino, administrador da Dif Broker. "À medida que o risco da dívida diminui", a aposta no BCP tende a aumentar, até porque o BCP é a única forma de os investidores se exporem ao sector financeiro português, já que o BPI tem uma liquidez reduzida, acrescenta o mesmo responsável.

 

Esta evolução do BCP acontece depois de a instituição ter somado quase 47% no ano passado – o segundo melhor desempenho entre as 18 cotadas do PSI-20 – após três anos de perdas anuais.