Bolsa BCP dispara mais de 4,5% e impulsiona bolsa

BCP dispara mais de 4,5% e impulsiona bolsa

A bolsa nacional terminou o dia a subir 1%, sustentada sobretudo pelos ganhos expressivos do BCP, que disparou mais de 4,5%, depois de ter sido alvo de uma nota de research.
A carregar o vídeo ...
Sara Antunes 09 de junho de 2017 às 16:44

O PSI-20 fechou a subir 1,12% para 5.298,94 pontos, com 14 acções a subir e cinco a cair. Entre os congéneres europeus a tendência também é de ganhos, no dia em que decorreram as eleições no Reino Unido, tendo Theresa May vencido as eleições sem maioria absoluta. Entretanto, a primeira-ministra anunciou que fechou um acordo com a DUP, o que lhe permite ter uma maioria parlamentar.

As acções do BCP subiram 4,59% para 0,2348 euros, depois de o Deutsche Bank ter emitido uma nota de análise onde recomenda a compra das acções do banco liderado por Nuno Amado. A casa de investimento avalia o BCP em 33 cêntimos, o que confere às acções um potencial de valorização de superior a 40% face ao valor de fecho. O Deutsche Bank considera o BCP um "diamante em bruto".

 

Ainda na banca, as unidades de participação do Montepio fecharam a deslizar 5,78% para 0,473 euros.

A contribuir para os ganhos da bolsa esteve também o sector da energia, com a EDP a apreciar 1,08% para 3,271 euros e a EDP Renováveis a valorizar 0,27% para 6,974 euros. A Galp Energia também cresceu 1,16% para 13,535 euros, num dia em que o petróleo voltou aos ganhos. O barril do Brent sobe 1,02% para 48,35 dólares.

 

Em alta fechou ainda a Jerónimo Martins, ao avançar 0,60% para 17,725 euros, bem como a sua rival Sonae, que cresceu 0,86% para 0,94 euros.

 

A contrariar a tendência de ganhos estiveram as acções da Mota-Engil, ao perder 4,50% para 2,378 euros, bem como a Corticeira Amorim, que cedeu 1,17% para 12,65 euros.

 

O sector de media tem estado no centro das atenções por causa do interesse da Prisa em vender a Media Capital. E o interessado é, segundo a imprensa, a Altice. Estas notícias têm levado a que a especulação em torno de outras operações no sector e este cenário está a ter impacto nos mercados.

 

A Media Capital, mais uma vez, não negociou qualquer acção. Algo que é habitual e que é justificado pelo facto de a Prisa deter cerca de 95% das acções da dona da TVI.

 

Já a Impresa, dona da SIC, voltou a disparar mais de 3% para 0,335 euros, tendo negociado mais de quatro milhões de acções, o que compara com a média diária de cerca de 600 mil títulos nos últimos seis meses. A Cofina, dona do Negócios e do Correio da Manhã, fechou estável nos 0,40 euros.


(Notícia actualizada às 16:54 com mais informação)




A sua opinião48
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Punitor 09.06.2017

Nunca pensei que houvessem tantos ressabiados com o assunto BCP.
No meu entendimento, sentem-se frustrados ou traídos, ou incapazes, ou cobardes. Essa cena do autoclismo de virem para aqui despejar o conteúdo medíocre que possuem no encéfalo já mete é nojo.
Investidores da treta que nem sequer são capazes de reconhecer que o rumo do BCP é nitidamente ascendente. Ainda bem que se encobrem no anonimato porque a vergonha de serem asnos pelo menos ainda os domina...
Meus amigos, comprem BCP, ainda irão muito a tempo; ou então deixem o BCP e os investidores do BCP serem felizes e sigam as vossas vidas de frustração sem importunarem quem percebe alguma coisa do assunto.

comentários mais recentes
Anónimo 11.06.2017

O bcp sofreu uma regeneração
No passado foi de facto invadido tecido destrutivo que aparentemente foi regenerado
No presente interessa o futuro
E estar atento ao passado para não haver recidivas
Já basta o que aconteceu
Acredito que está limpo e para cumprir o seu papel

Anónimo 11.06.2017

O oligopólio bancário está longe de poder ser considerado um mercado não distorcido. Um mercado distorcido é um "mercado", mas não é mercado. É como um tecido canceroso, que é um "tecido", mas não é tecido. Quando alguém ouve falar em tecido no contexto da biologia, a primeira imagem que vem à consciência não é seguramente a de um tumor. Assim é com o mercado, não ocorre a ninguém a figura de um mercado distorcido, do tumor, quando alguém se lhe dirige usando a palavra mercado.

Anónimo 10.06.2017

E agora fala-se que o bcp vai absorver o montepio
Isto só é possível como sinal da robustez que o bcp tem neste momento
Começo a estar convencido que a crise no bcp é passado
Atingiu novos patamares de credibilidade com reconhecimento no mundo financeiro
Estratégia brilhante
passou de 8 a 80

lotr 10.06.2017

Prémio para Comentário Mais Irónico:

"BCP Há 3 horas
Vocês comentadores ditos acionistas do BCP não passam é todos de uns mal educados e mal formados (salvo algumas excepções, claro está)... têm noção dos insultos que por aqui debitam contra tudo e todos? Ainda têm o desplante de o comentário mais votado ser o que se expõe... tenham vergonha!"

ver mais comentários
pub