Bolsa BCP e Jerónimo empurram Lisboa para pior prestação na Europa

BCP e Jerónimo empurram Lisboa para pior prestação na Europa

A bolsa nacional deslizou pela segunda semana consecutiva. As perdas estiveram entre as de maior magnitude no Velho Continente, onde pesam os atentados de Barcelona e a incerteza nos EUA.
BCP e Jerónimo empurram Lisboa para pior prestação na Europa
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 18 de agosto de 2017 às 16:41

O índice accionista português destacou-se pela negativa na recta final desta semana, ao encerrar com perdas superiores a 1%, entre as maiores quedas do Velho Continente, onde o movimento negativo coincide com receios dos investidores em relação à evolução de factores geopolíticos.

O PSI-20 fechou esta sexta-feira, 18 de Agosto a cair 1,09% para 5.186,10 pontos, com 15 títulos em queda e quatro em alta. Oito títulos perderam mais de 1% e três tiveram quedas superiores a 2%.

A pressionar a praça nacional, que fechou pela segunda semana consecutiva em terreno de perdas, estiveram sobretudo os papéis do BCP, da Jerónimo Martins e da Nos. A retalhista, com uma queda de 2,09% para 16,40 pontos, encerrou em mínimos de mais de três meses. 

A Galp aprofundou as quedas ao início da tarde e fechou a recuar 0,54% para 13,86 euros. Esta sexta-feira, o Negócios noticia que o CEO da Galp está entre os arguidos do caso das viagens pagas pela empresa a políticos ao campeonato europeu de futebol. Esta tarde, o Negócios avançou ainda que além de Carlos Gomes da Silva, há mais 10 arguidos no caso.

Ainda em terreno negativo fecharam a Mota Engil (-0,91% para 2,408 euros) - depois de ontem ter sido conhecida a conquista de uma obra da construtora nos Camarões -, bem como o Montepio, que terminou com cada unidade do fundo de participação a valer menos de um euro - 0,993 euros -, o preço que é oferecido na OPA da associação mutualista.

Do lado dos ganhos, com a melhor semana de valorizações num mês, esteve a Pharol, depois de vários dias a recuperar das quedas que se sucederam ao aprofundar de prejuízos do seu principal activo, a Oi, de que é o maior accionista. Somou 0,93% para 0,324 euros.

Também com ganhos fechou a EDP Renováveis, que continua acima dos 6,75 euros que tinham sido oferecidos na OPA, registando uma subida de 0,1% para 6,86 euros. Esta quinta-feira a Renováveis comunicou ao mercado que o administrador executivo João Marques da Cruz vendeu todas as acções que tinha na empresa no âmbito da oferta lançada pela EDP (que fechou o dia a perder 0,37% para 3,202 euros).

A condicionar as negociações no resto das praças mundiais está o ressurgir de preocupações com o terrorismo - depois dos ataques na Catalunha que mataram 14 pessoas e feriram mais de uma centena - além das dúvidas sobre a implementação da prometida agenda reformista de Donald Trump, numa altura em que o presidente continua sob fogo cruzado por causa da sua condenação hesitante às acções de supremacistas brancos em Charlottesville na semana passada.

Ainda assim, apesar do fecho em queda - com a praça de Madrid a cair 0,56% para 10.385,70 pontos - as acções europeias acabaram por fechar com um balanço semanal positivo.

Nos principais índices norte-americanos, as negociações seguem mistas, com o tecnológico Nasdaq e o S&P 500 a serem os únicos com apreciações. O industrial Dow Jones desliza 0,13%.

(Notícia actualizada às 16:51 com mais informação)




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