Bolsa BCP e Mota-Engil dão arranque de semana positivo à bolsa portuguesa

BCP e Mota-Engil dão arranque de semana positivo à bolsa portuguesa

O início de semana começa positivo para a praça lisboeta, onde se digere a subida de dois patamares do rating português por parte da Fitch e a iminência da aprovação da maior reforma fiscal em três décadas nos EUA.
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Paulo Zacarias Gomes 18 de dezembro de 2017 às 08:06
Os primeiros minutos de negociações na praça portuguesa estão a ser positivos, levando o PSI-20 a ganhar 0,56% para 5.416 pontos, num dia marcado pelo reflexo da subida pela Fitch do rating de Portugal (na sexta-feira passada) e por optimismo nos mercados internacionais em relação à reforma fiscal nos EUA.

Com 13 acções a somar valor, três negativas e Novabase e Sonae Capital inalteradas, o principal índice português transacciona próximo de máximos de 2 de Novembro, com o BCP e a Mota Engil entre as cotadas que mais ganham.

A melhoria do rating do país - com potencial impacto nas condições de financiamento do sector bancário - coincide com uma subida de 1,52% do BCP, cujas acções valem 0,267 euros, tendo já estado a negociar próximo de máximos de 2016. Já a Mota Engil avança 1,52% para 0,267%. Altri e Ibersol ganham mais de 1%.

A maior subida cabe no entanto à Pharol, que ganha 2,97% para 0,277 euros, depois de na sexta-feira passada a administração da maior accionista da Oi ter vindo manifestar-se contra a quinta versão do plano de recuperação judicial da operadora brasileira.

Também do lado dos ganhos estão os CTT (ganham 0,58% para 3,299 euros), no dia em que a empresa postal anunciou a conclusão da venda por 25 milhões de euros  de edifícios localizados na zona da antiga sede, na Rua de São José em Lisboa.

Com perdas estão títulos como a Novabase, Jerónimo Martins (cai 0,09% para 16,03 euros) e a EDP, que cede 0,55% para 2,912 euros, depois de na sexta-feira ter ficado confirmada a descida da factura da luz pela primeira vez em 18 anos, com a devolução de dinheiro pelas eléctricas que o Governo acusa de passar custos aos consumidores.

Fora do índice, as acções da SDC, accionista da Soares da Costa, disparam mais de 10% depois de conhecida no final da semana passada a aprovação do novo plano de revitalização da construtora, apresentado em Novembro, com 79,5% dos votos a favor e 16,1% contra. 

A marcar o dia nos mercados internacionais está a iminência da discussão da versão final da reforma fiscal dos Estados Unidos no Senado, com promessa de fortes cortes de impostos que tem alimentado sucessivos máximos nas acções de Wall Street. A votação pode ocorrer ainda hoje ou terça-feira e o documento segue depois para a Câmara dos Representantes.

(notícia actualizada às 8:24 com mais informação)