Bolsa BCP em máximos de ano e meio leva PSI-20 a subir mais de 0,5%

BCP em máximos de ano e meio leva PSI-20 a subir mais de 0,5%

A bolsa nacional é o segundo índice que mais sobe na Europa, numa altura em que quatro empresas estão em máximos de, pelo menos, ano e meio. As restantes bolsas europeias estão igualmente do lado dos ganhos.
BCP em máximos de ano e meio leva PSI-20 a subir mais de 0,5%
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro 22 de janeiro de 2018 às 13:19

A bolsa de Lisboa segue a negociar em terreno positivo, numa altura em que as restantes congéneres estão também do lado dos ganhos. O PSI-20 sobe 0,77% para os 5.732,75 pontos, com 12 empresas em alta e seis em queda. 

O desempenho positivo na sessãode hoje levou o índice português a atingir um novo máximo desde Agosto de 2015.

Entre as restantes congéneres europeias (o Stoxx600 também negoceia em máximos do Verão de 2015), o índice grego lidera os ganhos. E Lisboa é a segunda praça que mais sobe. Esta segunda-feira, o foco dos investidores está centrado na evolução da situação política na Alemanha e nos Estados Unidos. Em relação ao "shutdown" nos EUA, as últimas notícias indicam que o Senado norte-americano vai prosseguir as negociações sobre um orçamento provisório, prevendo-se para hoje a votação de um eventual acordo que permita reabrir a administração federal, encerrada parcialmente durante o fim-de-semana após o chumbo de um orçamento.

No passado sábado, o Governo dos Estados Unidos da América determinou o encerramento parcial dos seus serviços devido à falta de fundos para os financiar, após ter falhado a tentativa de compromisso para o Orçamento. A proposta de Orçamento apresentada pelos republicanos obteve mais votos a favor que contra, mas foram insuficientes para aprovar as verbas que exigiam o apoio de 60 senadores. Foram os democratas que forçaram esta paralisação devido à oposição que apresentaram à proposta de Orçamento. Estes tinham condicionado o seu voto a que os republicanos concordassem em regularizar os cerca de 800 mil jovens indocumentados que são conhecidos como "dreamers" ("sonhadores").

Na Alemanha, o SPD, que esteve reunido num congresso extraordinário, deu luz verde ao acordo que abrirá a porta ao processo de negociações formais com vista à formação de um governo de coligação com o bloco conservador liderado por Angela Merkel.

 

Na bolsa de Lisboa, há já quatro cotadas em máximos. Uma delas é o BCP. O banco liderado por Nuno Amado valoriza 3,02% para 31,37 cêntimos, o que corresponde ao valor mais elevado desde Junho de 2016. De acordo com uma notícia publicada pelo Expresso este sábado, o Banco Central Europeu (BCE) chamou a Frankfurt, na passada quarta-feira, os representantes dos principais accionistas do Banco Comercial Português, a Fosun e a Sonangol, para uma reunião. A entidade pretende conhecer, o mais cedo possível, os novos membros dos órgãos sociais do banco.

A impulsionar a bolsa nacional estão igualmente os títulos da Galp Energia, estando a petrolífera a subir 0,96% para 16,315 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão pouco alterados nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte negoceia pouco acima dos 68,50 dólares por barril.

A EDP valoriza 0,31% para 2,894 euros e a EDP Renováveis cresce 0,71% para 7,11 euros. A REN avança 0,31% para 2,568 euros.

No sector da pasta e do papel, a Navigator avança 0,26% para 4,664 euros, depois ter tocado nos 4,68 euros, o valor mais elevado desde Abril de 2015. A Semapa sobe 0,54% para 18,66 euros. Já a Altri desce 0,39% para 5,14 euros.

A Sonae cresce 0,33% para 1,233 euros, tendo já hoje negociado nos 1,235 euros, um máximo de Agosto de 2015. Já a Jerónimo Martins está em queda, descendo 0,11% para 17,54 euros. A Nos valoriza 0,54% para 5,565 euros.

A Mota-Engil aprecia 1% para 4,03 euros depois de ter anunciado esta manhã ao mercado que, através da sua subsidiária africana, ganhou um contrato na Costa do Marfim, com um valor estimado de 140 milhões de euros.

A Sonae Capital cresce 2,28% para 1,076 euros, tendo já atingido hoje um máximo de 1,094 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Julho de 2008, depois de na sexta-feira os analistas do BPI terem subido o preço-alvo das acções para 1,32 euros.