Bolsa BCP, JM e Galp dão primeiros ganhos a Lisboa em três sessões

BCP, JM e Galp dão primeiros ganhos a Lisboa em três sessões

A praça portuguesa voltou às valorizações esta quarta-feira, depois de dois dias de quedas, com os títulos do BCP e da energia entre as maiores valorizações num dia que está a ser marcado nos mercados pelos testes de stress na banca inglesa e pela reunião da OPEP.
Paulo Zacarias Gomes 30 de Novembro de 2016 às 08:06
O principal índice nacional, o PSI-20, abriu esta quarta-feira, 30 de Novembro, a valorizar 0,14% para 4.420,32 pontos, na primeira sessão positiva desta semana. A abertura no verde segue-se a um fecho misto nas praças asiáticas e à recuperação das bolsas nos Estados Unidos graças aos dados do PIB e do imobiliário.

A conduzir as valorizações em Lisboa - em linha com a Europa, que entretanto inverteu da abertura negativa - estão os papéis do BCP, da Jerónimo Martins e da Galp.

A energética soma 0,29% para 12,25 euros numa altura em que os preços do petróleo nos mercados internacionais apreciam mais de 1% (1,29% para 46,98 dólares no caso do Brent, negociado em Londres) e no dia em que a OPEP se reúne em Viena para tentar alcançar um acordo de limitação da produção que sustente os preços daquela matéria-prima, que a acontecer será o primeiro desde 2008. Segundo os analistas, a hipótese de um entendimento é agora de 50%.

Os títulos da EDP somam 0,33% para 2,719 euros um dia depois de a S&P ter reiterado o rating da eléctrica em BB+ e com a possibilidade de sair da categoria "lixo".

O BCP ganha 0,41% para 1,18 euros enquanto a Jerónimo Martins soma 0,37% para 14,96 euros.

O sinal verde é travado pelas quedas da EDP Renováveis (-0,63% para 5,95 euros), da Nos (menos 0,32% para 5,335 euros) e da Navigator (que perde 0,38% para 2,9 euros).

Fora do índice, os títulos da Inapa permanecem inalterados nos 0,107 euros depois de ontem a empresa ter anunciado a compra de uma firma de embalagem em França, a Embaltec.

A praça portuguesa vai a caminho de uma queda mensal superior a 4% - condicionada pelo impacto das eleições nos EUA, do referendo constitucional em Itália e pela incerteza em relação a um acordo no sector energético -, a maior experimentada pelo PSI-20 desde Junho deste ano, o mês marcado pelo Brexit. 

No resto da Europa as negociações estão a ser marcadas pelos resultados dos testes de stress da banca britânica - onde apenas o público RBS falhou, tendo-se comprometido a reforçar a sua solidez -, pelos alertas do Banco de Inglaterra em relação aos riscos de um Brexit desordenado e pela decisão que poderá sair da reunião dos países do cartel da OPEP. 

(Notícia actualizada às 8:31 com mais informação)



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
ABCDEF1 Há 6 dias

E a porcaria dos motas e dos engiles, como vai?

pub