Bolsa BCP, JM e papeleiras arrastam PSI-20 para a primeira queda em seis dias

BCP, JM e papeleiras arrastam PSI-20 para a primeira queda em seis dias

O dia foi marcado por perdas tanto em Lisboa como no resto da Europa, depois de as praças do Velho Continente terem registado máximos de 2015. Na praça nacional, as quedas que mais penalizaram foram as do BCP e das papeleiras.
BCP, JM e papeleiras arrastam PSI-20 para a primeira queda em seis dias
Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro 24 de janeiro de 2018 às 16:45

Depois dos máximos alcançados nas últimas sessões, as principais praças europeias corrigiram esta quarta-feira, 24 de Janeiro, desses ganhos, com os investidores a fazerem uma tomada de mais-valias. O PSI-20 desceu 0,68% para 5.752,26 pontos, com 13 cotadas em queda e cinco em alta. A sessão hoje representa uma interrupção de um ciclo de cinco dias consecutivos de ganhos.

Na Europa, os sectores das tecnologias e das utilities foram os que mais pressionaram a negociação. Na área das utilities destaque para a notícia desta manhã que a francesa Suez, que actua na área de tratamento de resíduos e abastecimento de água, reviu em baixa as suas metas de resultados para 2017, em parte devido aos custos extra relacionados com as operações na Catalunha, que foram impactadas pela incerteza política na região. O cancelamento de dois contratos de serviços em Marrocos também penaliza as contas do ano passado. Na área tecnológica, nota para a coima, no valor de 997 milhões de euros, aplicada pela Comissão Europeia à norte-americana Qualcomm.

Em Lisboa destaque para as acções do BCP, Jerónimo Martins e para as empresas do sector da pasta e do papel.

Os títulos do banco liderado por Nuno Amado terminaram a sessão a recuar 2,22% para 32,65 cêntimos, num dia em que o Negócios noticia que o BCP foi acusado por falhas no combate ao branqueamento de capitais.

No sector das papeleiras, a Navigator desvalorizou 1,47% para 4,572 euros, a Semapa perdeu 0,11% para 18,84 euros e a Altri recuou 1,36% para 5,07 euros. O comportamento destas empresas tem lugar numa altura em que o euro sobe face ao dólar (+0,69% para 1,2383 dólares), o que penaliza as companhias exportadoras tornando-as menos competitivas.

No sector do retalho, a Jerónimo Martins desvalorizou 0,69% para 17,38 euros e a Sonae, por outro lado, cresceu 1,15% para 1,227 euros.

Na energia, a EDP terminou a sessão a descer 0,21% para 2,883 euros e a EDP Renováveis caiu 0,63% para 7,06 euros. Isto apesar de hoje ter sido noticiado que o Governo já aprovou quatro centrais da EDP Renováveis com direito a preços garantidos. O Executivo justifica aprovações pelo facto das quatro centrais terem sido inicialmente aprovadas em concursos realizados há uma década.

A REN cedeiu 0,08% para 2,556 euros e a Galp Energia ganhou 0,21% para 16,43 euros, um sentimento partilhado pelos preços do petróleo nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, cresce 0,17% para 70,08 dólares por barril.

A Nos perdeu 0,27% para 5,535 euros. A travar uma queda mais acentuada da praça nacional estiveram também as acções dos CTT (que subiram 0,40% para 3,554 euros) e a Ibersol (que somou 0,42% para 12 euros).




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