Bolsa BCP sobe mais de 2,5% e impulsiona bolsa

BCP sobe mais de 2,5% e impulsiona bolsa

A bolsa nacional contrariou a queda que imperou entre as praças europeias, sustentada pela subida superior a 2,5% do BCP. Sonae SGPS atingiu máximo de mais de um ano e as unidades de participação do Montepio fecharam a valer um euro, o valor da OPA.
BCP sobe mais de 2,5% e impulsiona bolsa
Bloomberg
Sara Antunes 18 de julho de 2017 às 16:44

O PSI-20 subiu 0,30% para 5.308,44 pontos, com nove cotadas em alta e 10 em queda. Entre as praças europeias foi o vermelho que dominou, devido essencialmente à valorização do euro. Os investidores temem que a subida do euro penalize os resultados das exportadoras. Sendo que a moeda única está a negociar em máximos de Maio de 2016, acumulando um ganho de quase 10% desde o início do ano.

A bolsa nacional conseguiu assim contrariar a tendência de queda que imperou nas praças europeias, num dia em que o BCP se destacou, ao subir 2,66% para 0,251 euros. Ainda na banca, as unidades de participação do Montepio fecharam a sessão a subir 0,10% para 1,0 euro, um máximo histórico e que iguala a contrapartida oferecida na oferta pública de aquisição (OPA) que está em curso.

 

A contribuir para os ganhos da bolsa esteve também a EDP, ao subir 1,11% para 2,983 euros, enquanto a EDP Renováveis desceu 0,42% para 6,864 euros, um valor mais próximo mas, ainda assim, 1,69% acima da contrapartida oferecida pela EDP na OPA, e que é de 6,75 euros.

 

Já a Galp Energia fechou praticamente inalterada nos 13,56 euros, no dia em que a Haitong emitiu uma nota de previsão de resultados, onde estima um aumento nos lucros da petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva para 251,5 milhões de euros no primeiro semestre. A empresa revela os números no dia 31 de Julho.

 

Além disso, esta sessão está a ser marcada por uma subida dos preços do petróleo, depois de ter sido noticiado que a Arábia Saudita está a ponderar realizar mais cortes nas exportações de matéria-prima, depois de os cortes realizados pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não estarem a produzir o efeito desejado, ou seja, a impulsionar os preços do ouro negro. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 0,48% para 46,65 dólares.

 

No retalho, a Jerónimo Martins subiu 0,08% para 17,72 euros, enquanto a Sonae SGPS, que chegou a tocar em máximos de Abril de 2016 (1,02 euros), terminou a sessão a perder 1,97% para 0,995 euros. Isto no dia em que o BPI emitiu uma nota de análise sobre o sector, prevendo uma queda dos lucros da Sonae e uma subida dos resultados da Jerónimo Martins. Ainda assim, apesar da descida prevista de 21% do resultado líquido da Sonae, a empresa continua a ser a preferida do BPI no retalho ibérico. Para a Jerónimo Martins, as projecções apontam para um aumento de 8% dos lucros.

A Nos, a primeira cotada nacional a revelar os seus resultados do primeiro semestre do ano, terminou a sessão a ceder 0,42% para 5,416 euros. Os números serão conhecidos na próxima quinta-feira, 20 de Julho, com o CaixaBI a apontar para que a empresa liderada por Miguel Almeida tenha terminado o segundo trimestre do ano com um lucro de 32 milhões de euros, mais 21% do que no ano passado.

 

Fora do PSI-20, a Texeira Duarte fechou o dia a cair 4,10%, depois de ontem ter revelado que na semana passada a família Teixeira Duarte vendeu mais 50 mil acções da empresa. Desde o dia 5 de Junho, a família já alienou 300 mil acções, sendo que tem vendido sempre 50 mil por semana. Desde então, as acções da construtora acumulam uma queda de quase 12%, reduzindo para 90,9% a subida desde o início do ano.


(Notícia actualizada às 16:57 com mais informação)




pub