Bolsa BCP sofre maior queda em dois anos após saída do Sabadell

BCP sofre maior queda em dois anos após saída do Sabadell

O valor de mercado do maior banco privado português baixou 125 milhões de euros numa sessão, com os investidores a reagirem de forma negativa à venda da posição do Sabadell.
BCP sofre maior queda em dois anos após saída do Sabadell
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria Nuno Carregueiro 13 de dezembro de 2016 às 16:50

As acções do BCP fecharam a sessão desta terça-feira, 13 de Dezembro, com uma queda de 12,38%, para 1,1305 euros, reflectindo o resultado da alienação da participação que o Sabadell detinha no banco.

 

Trata-se da maior queda diária desde 6 de Agosto de 2014, dia em que os títulos afundaram 15,07%, semana marcada pela aplicação da medida de resolução ao Banco Espírito Santo.

 

A queda em 2014 surgiu também dias depois da concretização do aumento de capital do BCP, no qual o Sabadell até reforçou a sua posição. Agora fez o caminho inverso: antes da abertura do mercado, a instituição espanhola revelou já ter concluído a operação de venda anunciada ontem e que implicou uma menos-valia de 8,3 milhões de euros brutos.


O Sabadell vendeu as acções representativas de 4,08% do capital do BCP por 1,15 euros por título, o que implicou um encaixe total de 44,36 milhões de euros "pelo total da participação vendida, sem que tenha um impacto relevante (menos-valias de aproximadamente 8,3 milhões de euros brutos) na conta de resultados e balanço do banco", revela o comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A cotação dos títulos do BCP ajustou-se ao valor que o banco espanhol recebeu por cada acção – 1,15 euros – que corresponde a menos 10,87% do que a cotação de fecho na sessão de segunda-feira, 12 de Dezembro. Ainda assim, encontra-se acima do valor registado na segunda-feira da semana passada (1,1251 euros), bem como do preço que os chineses da Fosun pagaram para entrar no capital do banco liderado por Nuno Amado (1,1098 euros).

 

Em termos de valor de mercado, a queda de hoje das acções corresponde a uma descida da capitalização bolsista de 125 milhões de euros. O mercado está agora a avaliar o maior banco privado português em 900 milhões de euros, de novo abaixo da fasquia dos mil milhões.

 

A venda da participação do Sabadell foi realizada "através de um processo de ‘accelerated bookbuilding’ dirigido exclusivamente a investidores qualificados e institucionais, levado a cabo pelo Citigroup Global Markets Limited actuando como Sole Bookrunner da oferta", adianta o comunicado.

 

A conclusão da operação, através da liquidação da oferta, vai ocorrer a 15 de Dezembro.

Com a descida desta terça-feira, os títulos do banco liderado por Nuno Amado anulam grande parte dos ganhos registados na semana passada, em que estiveram a beneficiar do alívio dos receios em torno da banca italiana.

 

A saída do Sabadell do capital do BCP – que acontece depois de a Fosun ter adquirido 16,7% do capital da instituição financeira - foi avançada na tarde de ontem, pela Bloomberg, e apanhou tanto o BCP como a Fosun de surpresa, como revela o Negócio na edição desta terça-feira. 

 

Antes da entrada da Fosun, o Sabadell era o segundo maior accionista do BCP, depois da Sonangol. Com a entrada do grupo chinês, desceu para a terceira posição, com uma participação de 4,1%.

 

Em Agosto, depois de os donos da Fidelidade e da Luz Saúde terem anunciado a vontade de investir no BCP, o Sabadell afirmara ao Negócios que o banco português era um "sócio estratégico". "Tudo o que seja bom para o BCP é bom para nós", disse na altura a instituição.


A sua opinião18
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 15.12.2016

O AMADO é um mal amado. è inadmissivel a gestao que este senhor faz. Preparem-se o Fundo d eResolução tem mais um candidato e no curto prazo. è seguro. Imparidades, falta de acionistas d ereferencia, apenas angolanos e chineses.... qual é o interesse. Coitados dos trabalhadores ganham uma miséria

Anónimo 15.12.2016

Ainda não viram nada,a descambada do bcp ainda não começou verdadeiramente,brevemente nos dois digitos falta muito pouco quem confia no bcp confia no diabo.Maldito Nuno Mamado, deve ter tanta praga atrás dele, que não deve dormir.Grande BEST@

Anónimo 13.12.2016

Este banco não tem gestão porque se a tivesse não chegava à situação que chegou.A administração deste banco só tem um objectivo a destruição do banco,onde está o dinheiro dos n aumentos de capital??Este banco assim como a restante banca portuguesa é um caso de polícia.

Anónimo 13.12.2016

PORTUGAL É UM NINHO DE BANCOS LIXO. DÊM O DINHEIRO ÀS PESSOAS E FECHEM, DESAPAREÇAM QUE JÁ NINGUÉM PODE OUVIR FALAR EM BANCOS.

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
}
pub