Bolsa BCP, Sonae e CTT dão ganhos ligeiros à bolsa portuguesa

BCP, Sonae e CTT dão ganhos ligeiros à bolsa portuguesa

O índice nacional de acções avança com ganhos muito ligeiros. Galp, Mota-Engil e REN estão entre as que mais penalizam. Fora do índice, e falhada a emissão de dívida, a Impresa cai mais de 3%.
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Paulo Zacarias Gomes 24 de julho de 2017 às 08:11

O arranque da semana está a ser ligeiramente positivo para a praça portuguesa, em linha com as restantes bolsas europeias, num dia marcado pela actualização das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e com os investidores à espera de dados sobre a actividade económica da Zona Euro.

Com nove títulos em alta, seis em queda e quatro inalterados, o índice português PSI-20 soma 0,07% para 5.300,52 pontos, com Sonae, BCP e CTT em destaque.

No sector financeiro, o BCP ganha 0,4% para 0,2503 euros, no dia em que o presidente da Associação Portuguesa de Bancos diz em entrevista ao Negócios/Antena 1 que o sistema bancário português não pode pagar "a litigância da resolução do BES" e que "seria útil para a banca aumentar mais o capital" para resolver o malparado e facilitar a consolidação.

Os CTT ganham 0,4% por acção, para 5,538 euros. A retalhista dona do Continente soma 0,52% para 0,967 euros, enquanto a concorrente Jerónimo Martins, que apresenta resultados na próxima quarta-feira, ganha 0,06% para 17,59 euros.

Também a mostrar contas nesse mesmo dia, a EDP Renováveis recua 0,19% para 6,885 euros. A penalizar o índice estão também os recuos da Mota Engil (-0,36% para 2,499 euros), da Galp (-0,33% para 13,47%) e da REN (-0,32% para 2,794 euros).

Fora do índice, os papéis da Impresa seguem a cair 3,07%  para 0,379 euros depois de na sexta-feira passada a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão ter cancelado, após dois adiamentos, a emissão de dívida de 35 milhões de euros, alegando "alterações recentes no sector dos media e o impacto resultante no sentimento da comunidade de investidores."

O valor em causa seria usado na gestão da dívida e no financiamento da expansão do edifício-sede da Impresa em Laveiras.

Já as industriais Semapa, Corticeira Amorim e Navigator apresentam arranque positivo.

No resto das praças europeias, a bolsa de Londres é excepção ao início positivo da sessão, com a transportadora aérea Ryanair entre as que mais caem: recua mais de 4% depois de a empresa ter apresentado uma subida de 55% nos lucros trimestrais, mas sem rever o "guidance".


No panorama internacional, a actualização revelada esta segunda-feira o FMI confirmou as previsões que tinha feito em Abril, que apontam para um crescimento de 3,5% do PIB mundial este ano e 3,6% em 2018, revelando que a retoma se mantém firme.

O desempenho positivo de economias da Zona Euro, como Espanha ou Itália, contrasta contudo com más notícias esperadas para a evolução da economia do Reino Unido (a braços com o Brexit) e dos Estados Unidos reflectindo uma política orçamental menos expansionista.

As acções asiáticas reagiram com tendência maioritariamente positiva depois de o FMI ter revisto em alta as previsões de crescimento da economia chinesa, tal como aconteceu para o Japão. Contudo, o índice Nikkei em Tóquio encaminhava-se para fecho negativo, reflectindo o quinto dia consecutivo de apreciações do iene face ao dólar.

As economias da Zona Euro conhecerão ao início da manhã os índices de gestores de compras (PMI) relativos ao sector manufactureiro, que antecipam a evolução da situação económica do bloco dos 19 em Julho.

(Notícia actualizada às 8:24 com mais informação)




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