Bolsa Bens de consumo arrebitam Wall Street

Bens de consumo arrebitam Wall Street

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico encerraram em ligeira alta, animados sobretudo com a subida dos títulos ligados aos bens de consumo.
Bens de consumo arrebitam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 13 de novembro de 2017 às 21:06

O Standard & Poor’s 500 fechou a somar 0,10% para 2.584,85 pontos, naquele que foi o primeiro ganho em três sessões, impulsionado sobretudo pelos títulos dos bens de consumo

 

Por seu lado, o Dow Jones avançou 0,08% para 23.439,97 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,10% para 6.757,60 pontos.

 

Nas últimas sessões, as bolsas de Wall Street estiveram a ser penalizadas pelo facto de o Senado ter revelado que o seu plano fiscal prevê um adiamento, para 2019, da redução de IRC. O que significa que, a concretizar-se, se estará a adiar o corte de impostos que foi prometido por Donald Trump.

 

Hoje, apesar da queda da General Electric – encerrou a afundar 7,17% para 19,02 dólares, depois de ter anunciado um profundo plano de reestruturação que incorpora um corte de 50% no valor do dividendo –, os bens de consumo animaram a negociação nos Estados Unidos e ofuscaram também os recuos no sector industrial.

 

Os investidores continuam, no entanto, bastante atentos à evolução da reforma fiscal da Administração Trump, havendo ainda quem acredita que esta poderá avançar ainda este ano nos seus principais moldes.

 

"Consideramos que será difícil ver a reforma fiscal ser aprovada ainda em 2017", comentou à Bloomberg um estratega do U.S. Bank Wealth Management, Dan Heckman. "O relógio está a contar e prevemos muito mais volatilidade do que aquela que temos observado", acrescentou.

 

Os intervenientes de mercado estarão também atentos, esta semana, aos dados do crescimento e da inflação nos Estados Unidos – que poderão influenciar a decisão da Reserva Federal norte-americana quanto a uma possível subida dos juros na sua reunião de Dezembro.




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