Trading Big five fazem história na bolsa norte-americana

Big five fazem história na bolsa norte-americana

O primeiro semestre deste ano vai ficar na história da bolsa norte-americana essencialmente devido às empresas tecnológicas.
Big five fazem história na bolsa norte-americana
Mariana Adam 30 de maio de 2017 às 14:52

As acções das tecnológicas estão a dar gás ao mercado norte-americano, mais do que o tão falado fenómeno Trump. O comportamento do mercado accionista a semana passada é sintomático: Wall Street valorizou 1,4% batendo um novo máximo, impulsionado essencialmente pelas big five - Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google – que subiram cada um entre 25% e 32%. Este comportamento está a permitir aos investidores que apostam no mercado norte-americano retornos muito acima da média, no primeiro semestre de 2017.

De acordo com as contas feitas pelo Financial Times, se excluirmos as acções tecnológicas e de telecomunicações o S&P avançou 5,3% este ano, se analisarmos só os títulos destes sector de actividade o pulo foi de quase 20%. De acordo com a mesma fonte, 2017 poderá ser o melhor ano, para a indústria, depois da crise de 2009, e ficar perto dos dias loucos de 1998 e 1999 que precederam a bolha das empresas dotcom (que ocorreu entre 2000 e 2008).

O Nasdaq Composite, índice que reúne actualmente 2.534 empresas norte-americanas sobretudo do sector tecnológico, foi o índice mais procurado e negociado nos mercados, de acordo com o Bank of America. Pela primeira vez na história superou os 6.000 pontos, acumulando já uma subida superior a 12% em 2017.

Os hedge funds também estão a beneficiar deste disparo, a Apple, Google, Amazon, Facebook e a Microsoft estão no top cinco das empresas que mais contribuíram para os ganhos do S&P500 este ano e estão todas no top 10 de hedge funds recomendados pela Goldman Sachs. Os fundos das tecnológicas subiram consecutivamente durante 12 semanas.

Esta performance está novamente a despoletar receios. Depois de ter afundado mais de 40% em 2008, o Nasdaq valorizou em quase todos os anos seguintes, a única excepção foi em 2011 que cedeu 1,8%. E quase todos os anos os analistas mais cautelosos avisam que de outro lado dos ganhos podem estar os perigos.




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