Câmbios Bitcoin quebra mais um recorde e supera 4.000 dólares

Bitcoin quebra mais um recorde e supera 4.000 dólares

A especulação de que as transformações em curso na negociação de bitcoin vão acelerar as transacções está a impulsionar o valor da divisa para patamares nunca vistos.
Bitcoin quebra mais um recorde e supera 4.000 dólares
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 14 de agosto de 2017 às 13:07
A moeda virtual Bitcoin continua a sua escalada e, esta segunda-feira, já chegou a disparar mais de 15%, alcançando uma nova marca histórica ao superar os 4.000 dólares por unidade, perante a especulação de que as alterações em curso na negociação da criptomoeda vão acelerar a sua generalização.

De acordo com a Bloomberg, o valor mais elevado de sempre foi registado nesta sessão, de 4.187 dólares depois de um disparo de 17% em relação ao fecho de sexta-feira passada. A suportar os ganhos estão alterações feitas ou previstas para o processamento de ordens de transacção da moeda, que poderão permitir aumentar as transacções.

Para evitar a contrafacção de moeda por ciberataques de "hackers", as transacções de bitcoin são realizadas em blocos de tamanho limitado a 1 MB (megabyte) por cada dez minutos (sete transacções por segundo) e verificadas por "miners". Estas verificações estão a demorar cada vez mais tempo dada a cada vez maior procura por parte de investidores que colocam as suas ordens - o que também aumenta as comissões a pagar aos "miners".

Essa demora levou à proposta de duas grandes soluções – a defendida pelos miners, que passa por aumentar o tamanho de cada bloco de transacções a verificar; e a defendida pelos "developers", que passar por permitir que alguns dos dados sejam transferidos da rede central, criando "livros de registo" paralelos das transacções.

Os "developers" defendem que aumentar o tamanho dos blocos encarecerá o processo e deixará demasiado poder em poucas mãos, enquanto os "miners" receiam que retirar alguns dos procedimentos da rede principal venha a reduzir a sua importância no processo.

Já nas duas últimas semanas de Julho começou a ser disponibilizada uma solução de compromisso entre as duas visões, denominada SegWit2x, que altera a forma como a informação é armazenada – com alguns registos paralelos - e estabelece um prazo para vir a duplicar o tamanho dos blocos para verificação (de 1MB para 2MB).

Essa separação da informação da rede principal foi activada na semana passada e estará a sustentar estas valorizações, enquanto o momento de duplicação acontecerá em Novembro, por iniciativa de alguns dos maiores "mineiros" internacionais. Aí, poderá dar-se uma separação entre as duas soluções de transacção. A Bloomberg antecipa que este momento de potencial bifurcação crie elevada volatilidade no mercado destas criptomoedas.

Esta poderá, no entanto, não ser o primeiro momento de ruptura na negociação desta moeda virtual: no início de Agosto começou a ser disponibilizada a solução rival da SegWit2x, a Bitcoin Cash, que quer aumentar o tamanho dos blocos a verificar para os 8 MB.

A Bitcoin Cash já se constituiu quase como uma divisa paralela à Bitcoin, mas que vale menos de 10 vezes por unidade: 303,62 dólares actualmente.

Além da Bitcoin e da Bitcoin Cash, há outras moedas virtuais no mercado, como a Ethereum, Ripple, Dash ou Litecoin. A primeira vez que a Bitcoin superou os 1.000 euros foi em 2013. Este ano já foram quebradas três barreiras: 2.000 euros em Maio, os 3.000 em Junho e agora os 4.000 em Agosto.



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Anónimo 18.08.2017

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