Bolsa Bolsa nacional acentua queda com perdas superiores a 2% da Nos

Bolsa nacional acentua queda com perdas superiores a 2% da Nos

A praça lisboeta reforçou a tendência de queda num dia em que o sentimento se divide entre ganhos e perdas na Europa. A recuar acima de 2%, a Nos é a cotada que mais pressiona o PSI-20.
Bolsa nacional acentua queda com perdas superiores a 2% da Nos
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 19 de dezembro de 2017 às 11:39

Numa manhã marcada pela volatilidade tanto em Lisboa como nas principais praças europeias, o PSI-20 acentuou a tendência de quedas estando agora a perder 0,11% para 5.423,16 pontos.

 

Na Europa a tendência surge repartida, numa altura em que o índice de referência europeu Stoxx 600 negoceia inalterado no valor de fecho da última sessão.

 

A perder 2,08% para 5,512 euros, a Nos é a cotada que mais penaliza o sentimento em Lisboa. Esta manhã, operadora de telecomunicações já chegou mesmo a transaccionar nos 5,42 euros por acção, o valor mais baixo em praticamente um mês (desde 20 de Novembro). O que acontece depois, escreve a agência Reuters, de o Morgan Stanley ter cortado o preço-alvo e a recomendação atribuídos à operadora liderada por Miguel Almeida.

 

O sector energético mostra a divisão de sentimentos. A EDP Renováveis recua 1,76% para 6,744 euros, seguida pela EDP a ceder 0,07% para 2,928 euros e pela Galp Energia, que cai ténues 0,03% para 15,62 euros. Já a REN sobe 0,49% para 2,455 euros, isto depois de Manuel Sebastião ter adquirido 20.959 acções da cotada, empresa onde é administrador, passando a deter em carteira 30 mil acções da cotada.

 

Nota negativa ainda para os CTT que resvalam 0,41% para 3,40 euros e para a Pharol que desliza 0,37% para 0,272 euros, isto depois de na passada sexta-feira a antiga PT SGPS ter demonstrado descontentamento com a mais recente versão do plano de recuperação judicial da brasileira Oi, operadora detida em mais de 20% pela cotada portuguesa.

 

A travar uma maior queda do PSI-20 está o BCP que soma 1,39% para 0,269 euros, no terceiro dia de valorizações para a instituição liderada por Nuno Amado. O banco já tocou nos 0,2699 euros, um máximo de 1 de Agosto deste ano, o que acontece numa altura de grande visibilidade para o BCP que assumiu a posição de cotada com maior peso no PSI-20.

 

No retalho a tendência é de ganhos, com a Jerónimo Martins a apreciar 0,41% para 15,97 euros e a Sonae a ganhar 0,17% para 1,171 euros.

 

Pela positiva, destaque ainda para a Mota-Engil que soma 0,72% para 3,772 euros num momento em que a construtora entregou uma proposta no concurso lançado pela petrolífera brasileira Petrobras para contratos de manutenção de um total de 25 plataformas da Bacia de Campos, dividido em três lotes.

 

Por fim, nota para a Sonae Capital que cresce 1,70% para 0,895 euros numa sessão em que ao transaccionar nos 0,906 euros já tocou em máximos de 3 de Julho, a beneficiar da subida do preço-alvo e da recomendação feita pelos analistas do CaixaBI.




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