Bolsa Bolsa nacional com série de ganhos mais longa desde Janeiro de 2014

Bolsa nacional com série de ganhos mais longa desde Janeiro de 2014

O PSI-20 está a subir pela nona sessão consecutiva, beneficiando sobretudo com a valorização das acções do BCP, numa sessão em que os investidores aguardam pelos resultados da reunião da Fed.  
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Nuno Carregueiro 20 de setembro de 2017 às 08:14

É preciso recuar mais de três anos para encontrar uma série de ganhos tão prolongada na bolsa portuguesa, que está hoje a subir pela nona sessão consecutiva. Um ciclo de subidas que não se verificava desde Janeiro de 2014.

 

O PSI-20 ganha 0,27% para 5.317 pontos, com 11 cotadas em alta, cinco em queda e duas sem variação. Na Europa a tendência é de quedas ligeiras, numa sessão em que os investidores estão de olhos postos na reunião da Reserva Federal.

 

Espera-se que a taxa de juro directora nos Estados Unidos se mantenha compreendida entre 1% e 1,25% e que seja anunciado o início do processo de redução do balanço do banco central (conhecido como QT – ‘quantitative tightening'), que é de 4,5 biliões de dólares. Os investidores tentarão decifrar a possibilidade de uma subida dos juros na reunião de Dezembro.

 

Em Lisboa continua a ser o BCP a marcar o ritmo do PSI-20 (acções sobem 0,6% para 0,2336 euros), beneficiando ainda com os efeitos da inesperada decisão da Standard & Poor’s de retirar o "rating" de Portugal do nível de lixo.

 

A agência que gere a dívida pública (IGCP) vai esta quarta-feira aos mercados para novos leilões de títulos com maturidade de seis e 12 meses, com o objectivo de levantar entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros.

Com excepção da Galp, as restantes cotadas com maior peso no índice estão também em terreno positivo. A EDP Renováveis ganha 1,01% para 7,191 euros, a EDP soma 0,15% para 3,273 euros e a Jerónimo Martins valoriza 0,45% para 16,64 euros.

 

Numa sessão em que o petróleo até negoceia em terreno positivo (Brent avança 0,42% para 55,37 dólares), a petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva desvaloriza 0,28% para 14,27 euros.