Bolsa Bolsa nacional eleva para 5% a queda em seis dias

Bolsa nacional eleva para 5% a queda em seis dias

A bolsa nacional está em queda acentuada, acompanhando a tendência que impera no resto da Europa. O principal índice cai mais de 1% e elevada para 5% a descida nas últimas seis sessões. O PSI-20 negoceia em níveis do arranque do ano, numa sessão em que não há qualquer cotada a contrariar a tendência.
Bolsa nacional eleva para 5% a queda em seis dias
Reuters
Sara Antunes 05 de fevereiro de 2018 às 11:46

O PSI-20 desce 1,25% para 5.447,95 pontos, com 16 cotadas em queda, e duas inalteradas. E as descidas são pronunciadas: há oito cotadas a perder mais de 1%. A bolsa nacional cai assim pela sexta sessão consecutiva, elevando para 5% a queda neste período e anulando praticamente toda a subida que estava a ser acumulada desde o arranque do ano.

 

A bolsa nacional acompanha a tendência do resto das praças europeias, que também seguem com quedas acentuadas. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, perde mais de 1%, recuando para mínimos de Dezembro, a reflectir em parte o sentimento que imperou já nos EUA na sexta-feira e que marcou o arranque da semana na Ásia.

A justificar este comportamento das bolsas tem estado a subida das taxas de juro nos EUA, algo justificado com a especulação em torno de um acelerar da inflação americana, que poderá levar a Reserva Federal (Fed) a subir o preço do dinheiro mais vezes do que estava a ser antecipado.

 

Em destaque, na bolsa nacional, estão as acções da Pharol esta segunda-feira. Os títulos da empresa estão a afundar 6,63% para 0,19 euros, negociando em mínimos de Dezembro de 2016. As acções da empresa liderada por Palha da Silva têm vindo a perder valor, acumulando já uma queda de quase 24% este ano. A justificar o comportamento está a situação da Oi, cujo impasse tem gerado receios entre os investidores.

 

Ainda na sexta-feira, 2 de Fevereiro, a Oi anunciou que a assembleia geral extraordinária convocada pela Pharol, para 7 de Fevereiro, não será realizada. A justificar esta decisão está o facto de, alega a Oi, o objectivo da Pharol contrariar a decisão judicial sobre o plano de recuperação da operadora de telecomunicações brasileira. Por sua vez, a Pharol, que detém mais de 22% da Oi, reafirma a realização desta reunião. O impasse em torno da recuperação judicial da Oi mantém-se, com a empresa a ter como objectivo reduzir a dívida que supera os 65 mil milhões de reais (cerca de 16 mil milhões de euros). Um valor que ditou o pedido de protecção contra credores em Junho de 2016.

 

Mas a Pharol não está isolada na tendência, ainda que seja a única a registar uma descida tão avultada.

 

O BCP e a Sonae SGPS, por exemplo, caem mais de 1% negociando nos 0,2987 euros e 1,228 euros, respectivamente.

 

Já a Galp Energia, que reportou esta manhã o "trading update" referente aos últimos três meses do ano, está a descer 0,92% para 15,125 euros, num dia em que os preços do petróleo também estão a descer. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a desvalorizar 0,70% para 68,10 dólares. Quanto aos dados preliminares da actividade da Galp, a petrolífera revelou que aumentou a produção de petróleo em 7% no último trimestre do ano passado, um período em que a área da refinação e distribuição registou, pelo contrário, um decréscimo face aos três meses anteriores.

 

Ainda na energia, a EDP recua 0,97% para 2,75 euros e a EDP Renováveis cede 0,85% para 7,01 euros.

 

Entre os 18 títulos que compõem o índice não há nenhum a subir. Apenas dois conseguem escapar às quedas: Corticeira Amorim e REN seguem estáveis nos 10 euros e 2,478 euros, respectivamente.