Bolsa Bolsa nacional em queda numa Europa sem tendência definida

Bolsa nacional em queda numa Europa sem tendência definida

A bolsa de Lisboa continua em terreno negativo, estando a aprofundar a desvalorização, numa altura em que não se verifica uma tendência definida entre as restantes praças do Velho Continente.
Bolsa nacional em queda numa Europa sem tendência definida
Bloomberg
Ana Laranjeiro 27 de dezembro de 2017 às 11:19

A bolsa de Lisboa mantém a tendência negativa do arranque da sessão. O PSI-20 desce 0,39% para 5.362,30 pontos, com 14 cotadas em queda, três em alta e uma inalterada. Apesar desta desvalorização, o principal índice da praça de Lisboa acumula um ganho de 14,599% desde o início do ano, uma das valorizações mais fortes entre as congéneres europeias.

Esta quarta-feira, 27 de Dezembro, entre as restantes praças europeias não se verifica uma tendência definida. O Stoxx600, índice de referência na Europa, desce 0,07%. Esta é a primeira sessão bolsista na Europa depois do Natal. Esta semana vai ser mais curta nos mercados bolsistas e é, geralmente, marcada por uma liquidez mais fraca, uma vez que muitos investidores estão afastados dos mercados devido às festividades da quadra.

Surgiram recentemente notícias que a Apple pretende rever em baixa as suas projecções para as vendas do iPhone X no primeiro trimestre de 2018, para 30 milhões de unidades. As acções da Apple recuaram ontem e os investidores podem estar a digerir ainda esta notícia. Em Frankfurt, os títulos da empresa lidera por Tim Cook descem por esta altura 2,84% para 143,70 euros. No mercado norte-americano, os títulos terminaram a recuar 2,54% para 170,57 dólares.

Em Lisboa, no PSI-20, destaque para as acções da Corticeira Amorim, Ibersol e Altri – que são as que registam as maiores quedas. A Corticeira Amorim desce 2,67% para 10,56 euros.

A Ibersol recua 1,54% para 11,80 euros.

No sector da pasta e do papel, a Altri recua 1,45% para 5,216 euros. Entre as outras cotadas a tendência é idêntica: a Semapa desce 1,03% para 17,705 euros e a Navigator perde 0,53% para 4,307 euros. Este comportamento das empresas da pasta e do papel ocorre numa altura em que o euro ganha terreno contra o dólar (+0,26% para 1,889 dólares) – divisa em que são negociadas sobretudo as encomendas deste sector.

O BCP desce 0,37% para 26,9 cêntimos.

No sector da energia, a EDP desce 0,31% para 2,86 euros e a EDP Renováveis cede 0,15% para 6,69 euros. A REN desliza 0,20% para 2,444 euros. A Galp segue inalterada nos 15,66 euros numa altura em que os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal desce 1,06% para 66,31 dólares por barril.

No retalho, a Jerónimo Martins perde 0,72% para 15,925 euros e a Sonae ganha 0,18% para 1,14 euros.

A Nos desce 0,70% para 5,414 euros.

A travar uma descida mais pronunciada do PSI-20 estão as acções da Pharol (+0,76% para 26,4 cêntimos) e dos CTT (+1,44% para 3,591 euros). Esta manhã, um bloco de 863.513 acções dos CTT foi transaccionado a um preço de 3,53 euros, o que significa que, numa só operação, trocou de mãos o equivalente a 0,7% do ‘free float’.




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