Bolsa Bolsa nacional em queda pressionada por Nos e Navigator

Bolsa nacional em queda pressionada por Nos e Navigator

O principal índice da praça de Lisboa terminou a sessão desta quarta-feira em queda, penalizado pelas acções da Nos e da Navigator. Entre as congéneres europeias, o vermelho foi a tonalidade dominante, com as bolsas a serem penalizadas por Janet Yellen e Mario Draghi.
Bolsa nacional em queda pressionada por Nos e Navigator
Miguel Baltazar
Ana Laranjeiro 28 de junho de 2017 às 16:44

A bolsa de Lisboa terminou a sessão desta quarta-feira, 28 de Junho, em queda, em linha com as principais praças do Velho Continente. O PSI-20 fechou a ceder 0,09% para 5.187,35 pontos, com 14 cotadas em queda e cinco em alta.

A deprimir os investidores estiveram as palavras de Mario Draghi e Janet Yellen. A presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) alertou para o facto de os preços dos activos nos mercados financeiros "parecem elevados" e a subida recente das bolsas só pode ser explicada por um melhor panorama económico.


Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), apontou para pressões "temporárias" sobre a inflação. As palavras dos líderes destes bancos centrais provocaram um aumento dos receios dos investidores. Isto apesar de Draghi ter admitido também que a retoma está em curso e, embora ainda se faça sentir na inflação como seria de esperar, é tudo uma questão de dar tempo à economia e de cautela na política monetária para não prejudicar a recuperação, por exemplo retirando estímulos demasiado cedo.


"Podemos estar confiantes que a nossa política está a funcionar e os seus efeitos totais na inflação vão materializar-se gradualmente. Mas para isso, a nossa política precisa de ser persistente, e precisamos de ser prudentes na forma como ajustamos os parâmetros [da política monetária] à melhoria das condições económicas", afirmou o presidente do BCE no discurso de abertura do 4.º Forum do BCE, que está a decorrer em Sintra.


Em Lisboa, nota para as acções da Nos e da Navigator. A operadora liderada por Miguel Almeida terminou o dia a cair 0,66% para 5,416 euros.


No sector da pasta e do papel, a Navigator recuou 1,25% para 3,858 euros. A Semapa desceu 0,29% para 16,905 euros e a Altri recuou 0,95% para 4,163 euros.

No vermelho terminou também o sector energético. A REN, neste segmento, foi a cotada registou uma desvalorização mais acentuada, tendo terminado o dia a recuar 1,12% para 2,747 euros. No grupo EDP, a casa-mãe cedeu 0,03% para 2,891 euros e a EDP Renováveis deslizou 0,14% para 6,96 euros. A Galp Energia desceu 0,08% para 13,205 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, avança 1,14% para 47,18 dólares por barril.

A Mota-Engil recuou 1,88% para 2,511 euros.


A Jerónimo Martins desvalorizou 0,26% para 17,275 euros. E a Sonae, por outro lado, subiu 2,22% para 96,6 cêntimos.

A travar uma maior queda da bolsa nacional estiveram as acções do BCP, que terminaram o dia a ganhar 1,06% para 23,8 cêntimos. O Montepio subiu 1,48% para 48 cêntimos.


Fora do PSI-20, na bolsa de Lisboa destaque para os títulos da Impresa, que terminaram a sessão a subir 7,43% para 44,8 cêntimos. Durante a sessão, os títulos da empresa chegaram a negociar nos 44,9 cêntimos, o valor mais elevado desde Fevereiro do ano passado. O comportamento da Impresa tem lugar depois de no último fim-de-semana a Altice ter confirmado que está interessada em comprar a Media Capital, tendo para o efeito iniciado já "interlocuções exploratórias" com a Prisa.

 

(Notícia actualizada às 16:54)