Bolsa Bolsa nacional fecha em alta apoiada pelo BCP e Semapa

Bolsa nacional fecha em alta apoiada pelo BCP e Semapa

A praça lisboeta terminou a semana a negociar no verde, num dia em que o PSI-20 alternou entre ganhos e perdas ao longo de uma sessão marcada pela valorização do BCP e pelas perdas registadas pelas cotadas do sector energético.
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David Santiago 02 de junho de 2017 às 16:40

O PSI-20 fechou a sessão desta sexta-feira, 2 de Junho, a subir 0,07% para 5.317,41 pontos, com nove cotadas em alta e as restantes dez em queda, tendo a bolsa nacional acompanhado a tendência registada nas principais praças europeias. A bolsa nacional completou esta sexta-feira a segunda semana consecutiva a acumular valor.

 

Na Europa o sentimento foi positivo, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a valorizar pelo segundo dia consecutivo ao negociar em máximos de 15 de Maio, apoiado pelos ganhos alcançados, em especial, pelo sector automóvel do Velho Continente.

 

Nesta sexta-feira a sessão ficou marcada pela forte valorização do euro, com a moeda única europeia a transaccionar nos mercados cambiais em máximos de Novembro contra o dólar, mais precisamente desde a vitória de Donald Trump nas presidenciais americanas e posterior subida acentuada da divisa norte-americana.

 

A valorização do euro acontece depois de esta sexta-feira o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos ter reportado que, em Maio, a maior economia mundial criou 138 mil novos empregos, um número que ficou bastante aquém das estimativas dos economistas que apontavam para a criação de 182 mil novos postos de trabalho.

Por cá foi o BCP que mais apoiou a bolsa lisboeta, com o banco liderado por Nuno Amado a somar 2,72% para 0,2375 euros. Ainda no sector financeiro, o Montepio terminou o dia a perder 12,99% para 0,65 euros, com a caixa económica a cair pelo segundo dia seguido após ter registado uma valorização de 77% nas duas sessões anteriores.

 

Também em alta negociou a Semapa que ganhou 0,93% para 16,855 euros, num dia em que a cotada estabeleceu um novo máximo histórico ao tocar nos 17,02 euros por acção.

 

Já a Altri cresceu 0,20% para 4,40 euros, enquanto a Navigator perdeu 2,41% para 3,974 euros no dia em que transaccionou sem dar direito ao dividendo de 0,2371 euros que será remunerado aos accionistas. Se não tivessem negociado a descontar o dividendo referido, os títulos da Navigator teriam avançado 3,71%.


Destaque ainda para a Corticeira Amorim que apreciou 3,35% para 12,66 euros, numa sessão em que a empresa atingiu um novo máximo de sempre ao negociar nos 12,675 euros.

 

Também no verde negociaram a Nos, que somou 0,63% para 5,55 euros, e os CTT, que subiram 0,58% para 5,58 euros.

 

A travar uma maior valorização do PSI-20 esteve o sector energético. A EDP perdeu 1,34% para 3,24 euros e a REN caiu 0,52% para 2,853 euros, isto num dia marcado pela notícia que dá conta de que a Polícia Judiciária efectuou buscas às respectivas sedes das cotadas por suspeitas da prática de corrupção.

 

Continuando na energia, a EDP Renováveis recuou 0,59% para 6,95 euros e a Galp Energia desvalorizou 0,47% para 13,72 euros, com a petrolífera a seguir a tendência de queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais, estando o Brent, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, abaixo dos 50 dólares por barril


(Notícia actualizada às 16:55)




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comentários mais recentes
Criador de Touros 04.06.2017

Apagaram-me o comentário sobre o artigo do Bloomberg: concerteza os shorts estão com receio que o BCP vá por aí acima com estas boas notícias sobre a solução encontrada para o malparado da banca. Quem está a shortar BCP irá ficar liso.

Anónimo 04.06.2017

De acordo
Agora vai,porque é necessario salvar a banca italiana
Irão ser criadas condições mais favoráveis para resolver o malparado
O bcp pode beneficiar muito ,pois este tema é o único problema crítico ainda por resolver
Há condições para uma valorização efectiva

Criador de Touros 04.06.2017

E segundo notícia do Expresso online de hoje a prioridade da Comissão Europeia neste momento é para a resolução do mal parado da banca. Isto agora vai. Há aqui luz verde vinda de muitos lados com poder.

Criador de Touros 04.06.2017

Caberá agora ao governo em colaboração com o BCE/Banco de Portugal resolver o assunto do malparado. Irão resolver, a porta está aberta. Quero ler o relatório com calma nos próximos dias e ver reações nos jornais portugueses, que até agora, nada. E não há assunto mais sério neste momento para o sistema financeiro português.

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