Bolsa Bolsa portuguesa arranca 2018 em máximos de dois meses

Bolsa portuguesa arranca 2018 em máximos de dois meses

O PSI-20 subiu mais de 1,5% registando a valorização diária mais acentuada desde meados de Setembro. BCP, Galp Energia e CTT foram os títulos que mais impulsionaram o índice.
Bolsa portuguesa arranca 2018 em máximos de dois meses
Pedro Catarino/CM

Foi um arranque de ano bem positivo na bolsa portuguesa, com o PSI-20 a avançar mais de 1,5% para máximos de 31 de Outubro, numa sessão em que várias cotadas registaram ganhos expressivos.  

 

O índice português fechou a subir 1,51% para 5.469,6 pontos, com 14 cotadas em alta, três em queda e uma sem variação. A subida foi a maior registada numa só sessão desde 18 de Setembro.

 

A bolsa portuguesa apresentou assim um dos melhores desempenhos na Europa na primeira sessão de 2018, que foi também de sinal positivo para a maioria das praças, impulsionada por uma abertura em alta de Wall Street.

 

Os investidores mostram-se confiantes com a continuação da evolução positiva da economia europeia em 2018, no dia em que foram divulgados dados que apontam para um crescimento recorde na actividade manufactureira da Zona Euro em Dezembro.

Na bolsa nacional, foram oito as cotadas do PSI-20 que fecharam com um ganho acima de 2%.

 

A liderar os ganhos esteve a Corticeira Amorim, ao subir 5,24% para 10,84 euros, a recuperar das quedas recentes, que levaram a cotação da empresa de cortiça para mínimos de Abril.

 

Segue-se os CTT, que subiram 3,68% para 3,636 euros, depois de 2017 ter sido um ano negro para a cotada liderada por Francisco Lacerda, tendo sido a cotada que mais caiu no PSI-20 descendo mais de 45%. Hoje o Eco noticiou que a empresa já definiu quais são as primeiras 22 lojas a fechar.

 

A subir mais de 3% estão ainda as acções da Mota-Engil, que reforça assim a tendência positiva que vem de 2017, ano em que duplicou de valor no melhor desempenho entre as cotadas da PSI-20. Já a Pharol avançou 4% para 0,26 euros, depois de a empresa liderada por Palha da Silva ter pedido uma assembleia extraordinária da Oi para aprovar uma acção contra o CEO. A empresa está contra o plano da operadora de telecomunicações brasileira e argumenta que o CEO não poderia ter levado o documento à AG de credores sem ser primeiro aprovado pela administração.

 

Destaque também para o BCP, que ganhou 2,94% para 0,28 euros, tendo já tocado no valor mais elevado desde Agosto de 2016 ao negociar 0,2815 euros.

 

A Navigator, que na sexta-feira, já após o fecho do mercado, revelou um acordo para a venda do seu negócio de granulados de madeira (pellets), nos Estados Unidos, fechou a subir 2,68% para 4,366 euros. O BPI admite que a Navigator distribua um dividendo extraordinário pelos seus accionistas com o dinheiro que vai encaixar com a venda do negócio de granulados de madeira nos Estados Unidos.

 

Do lado das quedas destaque apenas para a EDP Renováveis, que perdeu 0,67% para 6,92 euros.

Fora do PSI-20 foram várias as cotadas que arrancaram o ano com fortes subidas. Foi o caso da Martifer (+6,44%), Sonae Indústria (+5,68%) e Teixeira Duarte (+4,48%).

(notícia actualizada às 16:50 com mais informação)  




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comentários mais recentes
Lusa Atenas 02.01.2018

Discuta assuntos com elevação e respeito pela opinião dos outros e não argumente com fraseologia estéril, como sempre faz e como é cognoscível pelos seus escritos! Diga o porquê e a razão das coisas! Não afaste os participantes do fórum e não queira o seu monopólio!

Lusa Atenas 02.01.2018

Ainda em resposta Ah, os curtos...

A possibilidade de vender a descoberto tem alguns benefícios para o mercado, aumentando por exemplo a liquidez dos títulos e também contribui para reduzir a volatilidade causada por desequilíbrios temporarios entre a procura e a oferta!

Re: Ah os curtos... 02.01.2018

Claro que o sr é um expert de bolsa e não discuto isso! Penso que estudou a lei da oferta e da procura? Quando há muita procura, o que acontece? Quando há muita oferta, o que acontece?
Na sua douta opinião os curtos não exercem influência no mercado?

Anónimo 02.01.2018

Claro que os motivos da subida do BCP são extremamente simples: a economia portuguesa apresenta o crescimento que todos sabemos, as taxas de juro baixam, valorizando os seus ativos, a margem financeira aumenta, as contas apresentam mais de 2 MM de euros de excedentes para imparidades e provisões !!!

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