Bolsa Bolsa sobre com alta da EDPR a compensar queda dos CTT

Bolsa sobre com alta da EDPR a compensar queda dos CTT

O sector energético está a impulsionar o PSI-20, com as acções da EDP Renováveis, Galp Energia e REN em destaque.
A carregar o vídeo ...
Nuno Carregueiro 06 de novembro de 2017 às 08:18

O PSI-20 abriu em alta, com uma subida de 0,14% para 5.376,11 pontos, que está a ser impulsionada sobretudo pelo sector energético, que está a conseguir contrariar as quedas dos CTT e do BCP.

 

Os índices de acções europeus negoceiam em queda ligeira, numa sessão que na Ásia ficou marcada pela queda do iene, que já tocou em mínimos de Março face ao dólar, depois do governador do Banco do Japão ter afirmado que é crucial a inflação superar a meta dos 2%.

Em Lisboa é a EDP Renováveis que mais puxa pelo índice português, depois de na sexta-feira ter sido penalizada pelas alterações regulatórias nos Estados Unidos, um dos seus principais mercados. A empresa liderada por Manso Neto avança 1,88% para 7,03 euros.

 

Já a EDP também abriu em alta, mas rapidamente inverteu para terreno negativo (-0,03% para 2,995 euros) depois de na sexta-feira ter reagido em forte queda à revisão em baixa dos lucros previstos para 2017, de 919 milhões de euros para um valor entre os 850 e os 900 milhões.

Ainda no sector energético, a REN também se destaque pela positiva, com as acções a subirem 1,19% para 2,724 euros. A cotada liderada por Rodrigo Costa reportou na sexta-feira um aumento no lucro de 26,1% para 88,9 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 face ao período homólogo.

A Galp Energia soma 0,97% para 16,055 euros numa sessão em que o petróleo em Londres avança mais de 1% e negoceia perto dos 63 dólares.

O comportamento positivo do sector energético compensa a queda dos CTT, que nas últimas três sessões perderam quase 30% do valor devido aos resultados abaixo do esperado e corte no dividendo, e hoje caem mais 1,43% para 3,51 euros.


Ainda a limitar o PSI-20 está o BCP, que cede 0,9% para 0,2522 euros.

A Altri cede 0,02% para 5,679 euros depois de ter anunciado na sexta-feira, já depois do fecho da sessão, que registou um resultado líquido de 68 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, o que representa um crescimento de 19,2% face ao mesmo período de 2016.

A Cofina afunda 9,22% para 0,463 euros depois de ter reportado um resultado líquido de 1,5 milhões de euros até Setembro, o que representa uma queda de 56,3% face aos primeiros nove meses do ano passado.