Bolsa inverte tendência positiva penalizada pela Galp e Jerónimo Martins
04 Maio 2012, 15:52 por Ana Luísa Marques | anamarques@negocios.pt
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Os fortes ganhos do BCP e BES já não chegam para contrariar a queda de 13 cotadas do PSI-20. O sentimento negativo na Europa já contagiou a bolsa nacional, que perde agora 0,17%.
Após serem conhecidos os dados do desemprego nos Estados Unidos, as bolsas europeias que negociavam em terreno positivo inverteram para o vermelho. Foi o caso de Espanha e Portugal.

Na bolsa nacional, o PSI-20 recua agora 0,17% para os 5.170,69 pontos, com 13 títulos em queda, seis em alta e um inalterado. Nem os fortes ganhos do BCP e do BES são agora suficientes para manter o mercado português em terreno positivo.

As bolsas europeias acentuaram as quedas – ou inverteram para terreno negativo – após a abertura dos mercados norte-americanos. Wall Street abriu hoje em queda penalizado pelos dados do emprego divulgados antes da abertura do mercado.

Apesar da taxa de desemprego ter caído de 8,2% para 8,1%, em Abril, a economia criou apenas 115 mil postos de trabalho, o valor mais reduzido em seis meses.

Na bolsa nacional são agora os títulos da Galp Energia e da Jerónimo Martins que mais pesam no desempenho do índice principal. A petrolífera desce 2,32% para os 11,15 euros, num dia em que o preço do petróleo já caiu abaixo dos 100 dólares por barril no mercado norte-americano. O WTI perde, nesta altura, 3,09% para os 99,37 dólares.

Já a dona do Pingo Doce cai 0,74% para os 14 euros por acção.

A penalizar o índice segue ainda a Sonae SGPS, que recua 1,98% para os 0,397 euros, e a Zon Multimédia, que perde 1,08% para os 2,571 euros.

Estas quedas "ofuscam" o forte desempenho do BCP e do BES. O banco liderado por Ricardo Salgado é a cotada que mais valoriza, ao subir 3,80% para os 0,629 euros.

Já o BCP avança 2,97% para os 0,104 euros. Ainda no sector bancário, o BPI recua 0,25% para os 0,398 euros.

Fora do PSI-20 destaque para duas empresas: a Impresa, que recua 8,33% para cotar nos 33 cêntimos, e a Soares da Costa, que desvaloriza 10,53% para os 17 cêntimos.
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