Os fortes ganhos do BCP e BES já não chegam para contrariar a queda de 13 cotadas do PSI-20. O sentimento negativo na Europa já contagiou a bolsa nacional, que perde agora 0,17%.

Após serem conhecidos os dados do desemprego nos Estados Unidos, as bolsas europeias que negociavam em terreno positivo inverteram para o vermelho. Foi o caso de Espanha e Portugal.
Na bolsa nacional, o
PSI-20 recua agora 0,17% para os 5.170,69 pontos, com 13 títulos em queda, seis em alta e um inalterado. Nem os fortes ganhos do
BCP e do
BES são agora suficientes para manter o mercado português em terreno positivo.
As bolsas europeias acentuaram as quedas – ou inverteram para terreno negativo – após a abertura dos mercados norte-americanos. Wall Street abriu hoje em queda penalizado pelos dados do emprego divulgados antes da abertura do mercado.
Apesar da taxa de desemprego ter caído de 8,2% para 8,1%, em Abril, a economia criou apenas 115 mil postos de trabalho, o valor mais reduzido em seis meses.
Na bolsa nacional são agora os títulos da
Galp Energia e da
Jerónimo Martins que mais pesam no desempenho do índice principal. A petrolífera desce 2,32% para os 11,15 euros, num dia em que o preço do petróleo já caiu abaixo dos 100 dólares por barril no mercado norte-americano. O WTI perde, nesta altura, 3,09% para os 99,37 dólares.
Já a dona do
Pingo Doce cai 0,74% para os 14 euros por acção.
A penalizar o índice segue ainda a
Sonae SGPS, que recua 1,98% para os 0,397 euros, e a
Zon Multimédia, que perde 1,08% para os 2,571 euros.
Estas quedas "ofuscam" o forte desempenho do BCP e do BES. O banco liderado por
Ricardo Salgado é a cotada que mais valoriza, ao subir 3,80% para os 0,629 euros.
Já o BCP avança 2,97% para os 0,104 euros. Ainda no sector bancário, o
BPI recua 0,25% para os 0,398 euros.
Fora do PSI-20 destaque para duas empresas: a
Impresa, que recua 8,33% para cotar nos 33 cêntimos, e a
Soares da Costa, que desvaloriza 10,53% para os 17 cêntimos.