Bolsa Bolsas americanas regressam à quedas com tensão entre EUA e Coreia do Norte

Bolsas americanas regressam à quedas com tensão entre EUA e Coreia do Norte

As bolsas americanas regressaram à negociação, após um fim-de-semana prolongado, em queda, a reflectir os receios dos investidores em torno do aumento de tensão entre os EUA e a Coreia do Norte.
Bolsas americanas regressam à quedas com tensão entre EUA e Coreia do Norte
Reuters
Sara Antunes 05 de setembro de 2017 às 14:34
O Nasdaq recua 0,21% para 6.421,848 pontos e o Dow Jones cede 0,33% para 21.915,16 pontos. Já o S&P500 cai 0,24% para 2.470,68 pontos.

A queda das bolsas americanas surge numa altura em que a tensão entre os EUA e a Coreia do Norte continua a aumentar, depois de Pyongyang ter realizado o sexto teste nuclear no último fim-de-semana. As bolsas americanas estiveram encerradas esta segunda-feira, 4 de Setembro, devido às comemorações do dia do Trabalhador, só tendo assim reagido à situação hoje.

Na segunda-feira, o conselho de Segurança da ONU reuniu-se, tendo os vários países condenado as acções da Coreia do Norte, mas a solução para o problema está longe de reunir consenso. Os EUA consideram que é preciso aplicar sanções mais duras a Pyongyang. Já a China, aliado histórico da Coreia, e a Rússia defendem que só será possível encontrar uma solução através do diálogo.

 

Ainda esta terça-feira, 5 de Setembro, o embaixador da Coreia do Norte junto das Nações Unidas prometeu enviar mais "presentes" para os Estados Unidos. O que se revela como mais um episódio do escalar de tensão entre os dois países.

 

"Para já, não vemos pânico no mercado, parece que é a calmaria antes da tempestade e os investidores parecem de alguma forma cautelosos", afirmou à Reuters o economista Peter Cardillo, da First Standard Financial. 

A travar a queda das bolsas estão declarações de um responsável da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Lael Brainard, um responsável da Fed influente, afirmou que a inflação está bastante abaixo do objectivo do banco central, pelo que a Fed deverá ser cautelosa na subida dos juros no país, o que está a travar os receios dos investidores, segundo a Reuters.

 

A agência de informação americana realça ainda que Setembro é tipicamente o pior mês do ano para o mercado de acções, com o S&P500 a registar uma queda média de 0,5% no nono mês do ano. Este ano, as bolsas americanas poderão ainda estar mais condicionadas, já que deverá haver novidades em torno do orçamento e dos tectos da dívida dos EUA. 

As quedas estão a ser transversais na praça americana, com a banca em destaque. Citigroup, Bank of America e Goldman seguem a perder mais de 1%.

A contrariar estão os títulos da Exxon Mobil, que sobem quase 0,5%, numa altura em que os preços do petróleo estão a recuperar das perdas recentes. O barril do West Texas Intermediate (WTI)está a disparar 2,85% para 48,64 dólares, com as refinarias do Golfo a começarem a recuperar da devastação provocadas pelo furacão Harvey. Um novo foco de alguma preocupação é o furacão Irma que poderá afectar a região da Florida. 


(Notícia actualizada, pela última vez, às 14:55)



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