Bolsa Bolsas da Ásia e futuros dos EUA caem após referendo em Itália

Bolsas da Ásia e futuros dos EUA caem após referendo em Itália

O resultado do referendo em Itália está a gerar uma grande incerteza nos mercados, o que está a penalizar a negociação bolsista um pouco por todo o mundo. As bolsas asiáticas abriram em queda e os futuros do S&P500 também recuam. Mas as descidas são moderadas. Já o euro cai 1%.
Bolsas da Ásia e futuros dos EUA caem após referendo em Itália
Reuters
Sara Antunes 05 de dezembro de 2016 às 01:02

As bolsas estão a registar quedas moderadas um pouco por todo o mundo, reagindo aos desenvolvimentos em torno do referendo de Itália, que deu a vitória do "não" à revisão da Constituição. Este resultado provocou de imediato a demissão do primeiro-ministro, Matteo Renzi.

"Ao que o mercado está a atento não é tanto o voto em si", mas sim os potenciais desfechos da demissão de Renzi, afirmou à Bloomberg, Ric Spooner, analista na CMC Markets.

 

Em causa está o receio em torno do futuro de Itália, já que o pior cenário aponta para a saída de Itália da Zona Euro. Uma saída que, a concretizar-se, seria a prazo. Isto porque as últimas sondagens revelam que o movimento anti-europeu 5 Estrelas está muito próximo do partido PD liderado actualmente por Matteo Renzi.

 

E esta é a principal preocupação dos investidores, que tendem agora a proteger-se de investimentos considerados mais arriscados, devido à incerteza.

 

O índice MSCI Ásia- Pacífico pede 0,2%, o Topix recua 0,69%, o australiano S&P/ASX 200 recua 0,5% e o sul-coreano Kospi cede 0,3%.

 

O neo-zelandês S&P/NZX 50 também está a descer 0,29%, mas pressionado pelo anúncio de demissão do primeiro-ministro do país, que decidiu abandonar a política, considerando que chegou o "momento certo".

Já os futuros do S&P500 recuam 0,42% para 2.183,00 pontos.

 

No mercado cambial é o euro que se destaca, recuando contra as principais moedas mundiais. Contra a moeda verde, o euro desce 0,98% para 1,0560 dólares, tendo chegado a descer mais de 1% para mínimos de Março de 2015 logo a seguir aos primeiros resultados do referendo e do anúncio de demissão de Matteo Renzi.


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