Bolsa Bolsas dos EUA pouco alteradas após novos recordes

Bolsas dos EUA pouco alteradas após novos recordes

Os índices norte-americanos seguem sem tendência definida, com os investidores a olharem para os resultados de empresas como o Morgan Stanley e o Goldman Sachs.
Bolsas dos EUA pouco alteradas após novos recordes
Rita Faria 17 de outubro de 2017 às 14:44

Os principais índices norte-americanos estão pouco alterados neste arranque de sessão de terça-feira, 17 de Outubro, com os investidores a analisarem os resultados de grandes empresas como o Morgan Stanley, Goldman Sachs e a Johnson & Johnson.

 

O índice industrial Dow Jones ganha 0,04% para 22.967,01 pontos, um novo recorde, enquanto o tecnológico Nasdaq desce 0,05% para 6.620,55 pontos. Já o S&P500 recua 0,02% para 2.557,24 pontos. Os três índices atingiram novos máximos históricos na sessão de ontem.

 

Antes da abertura do mercado, o Morgan Stanley anunciou que os seus lucros aumentaram 12% no terceiro trimestre para 1,78 mil milhões de dólares, impulsionados sobretudo pela área de banca de investimento e pelo negócio de gestão de fortunas. As acções do banco sobem 1,51% para 49,68 dólares.

 

Já o Goldman Sachs viu o seu resultado líquido aumentar 2% face ao período homólogo para 2,13 mil milhões de dólares. Em termos ajustados, o lucro por acção situou-se nos 5,02 dólares, bem acima dos 4,25 dólares projectados pelos analistas consultados pela Bloomberg. As acções descem 0,57% para 241,03 dólares.

 

Também a Johnson & Johnson ganha 1,09% para 137,61 dólares depois de os seus resultados terem superado as estimativas dos analistas. A empresa revelou que o seu resultado líquido desceu de 4,27 mil milhões de dólares no terceiro trimestre de 2016 para 3,76 mil milhões no mesmo período deste ano. Excluindo itens extraordinários, os lucros foram de 1,90 dólares por acção, acima das projecções que apontavam para 1,80 dólares.

 

A época de resultados ganha ritmo esta semana, com empresas como a Honeywell, a Procter & Gamble, a United Continental e a Alcoa com apresentações agendadas para os próximos dias.

 

Por outro lado, cresce a expectativa em torno do próximo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, com o mercado a apontar como provável a nomeação de John Taylor, economista da Universidade de Stanford, que tem defendido uma subida mais rápida dos juros no país.  

 

Donald Trump vai reunir-se na quinta-feira com a actual presidente, Janet Yellen, como parte do processo de escolha do candidato, avança a Reuters.

 

Em destaque na sessão de hoje estão ainda as acções da Netflix, com uma descida de 2,12% para 198,43 dólares, depois de a empresa ter revelado que os seus lucros mais do que duplicaram no terceiro trimestre para 129,59 milhões  de dólares e que o número de novos subscritores superou as estimativas. Os resultados positivos já estavam a ser descontados pelo mercado, tendo os títulos atingido novos máximos. 




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