Mercados Boticas, Figueira de Castelo Rodrigo e Penamacor têm as casas mais baratas do país

Boticas, Figueira de Castelo Rodrigo e Penamacor têm as casas mais baratas do país

Há 32 municípios em Portugal com preços de venda das casas acima dos mil euros por metro quadrado. A cidade de Lisboa tem os preços mais altos, superando os 2.300 euros por metro quadrado.
Boticas, Figueira de Castelo Rodrigo e Penamacor têm as casas mais baratas do país
Em Penamacor os preços são de 162 euros por metro quadrado.
Pedro Nuno Caetano
Raquel Godinho 29 de janeiro de 2018 às 15:57

Boticas, Figueira de Castelo Rodrigo e Penamacor são os três municípios nacionais com o preço de venda de casas mais baixo, revelam as Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local, publicadas esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Neste caso, os preços registados, no terceiro trimestre do ano passado, foram de 118 euros, 144 euros e 162 euros por metro quadrado, respectivamente.


No fim da tabela dos preços de venda de casas em Portugal, estão Boticas, Figueiras de Castelo Rodrigo e Penamacor, com valores na ordem dos 100 euros por metro quadrado. Do lado oposto da tabela, há 32 municípios com preços de venda de habitação acima dos mil euros por metro quadrado. E, destes, seis municípios têm mesmo preços acima dos 1.500 euros por metro quadrado.


A cidade de Lisboa lidera este "ranking", com um preço de venda de 2.315 euros por metro quadrado, que mais do que duplica os 912 euros por metro quadrado que representam a média nacional. Já na Área Metropolitana de Lisboa os preços das casas ascenderam a 1.242 euros por metro quadrado. Também no Algarve (1.348 euros por metro quadrado) e Região Autónoma da Madeira (1.094 euros por metro quadrado) se registaram preços acima do valor nacional.


"No terceiro trimestre de 2017 (últimos 12 meses) o valor mediano dos preços dos alojamentos familiares vendidos no país fixou-se em 912 euros por metro quadrado, mais 1,8% do que o valor registado no segundo trimestre de 2017", refere o INE.


A Lisboa seguem-se os municípios de Cascais (1.893 euros por metro quadrado), Loulé (1.704 euros por metro quadrado), Lagos (1.619 euros por metro quadrado), Oeiras (1.572 euros por metro quadrado) e Albufeira (1.524 euros por metro quadrado).


E é na Área Metropolitana de Lisboa que se registam as maiores diferenças de preços entre os vários municípios, sendo que o menor valor se regista na Moita (595 euros por metro quadrado) e o maior em Lisboa (2.315 euros por metro quadrado). "As sub-regiões Algarve, Região Autónoma da Madeira e Coimbra registaram também um diferencial de preços entre municípios superior a 800 euros por metro quadrado", frisa o INE .


Já o Alentejo Litoral registou a menor diferença de preços entre municípios: 999 euros por metro quadrado em Sines e 770 euros por metro quadrado em Santiago do Cacém.


Considerando a evolução face ao período homólogo, as cidades Amadora (16,4%), Lisboa (15,5%) e Porto (14,1%) lideraram, com avanços superiores a 14%. Pelo contrário, foi no Funchal que se verificou o menor crescimento (4,1%).

Além disso, "a maior diferença entre os preços registados nos alojamentos novos e nos existentes observou-se em Lisboa (763 euros por metro quadrado), verificando-se, contudo, que este diferencial foi inferior ao verificado no segundo trimestre de 2017 (818 euros por metro quadrado ", acrescenta o INE. 


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comentários mais recentes
Francisco António 30.01.2018

Não foi o saudoso Passos Coelho que sorridentemente esvaziou o interior do País ? Fechou tribunais, escolas, postos médicos, correios ? E sem estas entidades quem é que quer ir viver para lá ?

General Ciresp 29.01.2018

O draghi deixa os portugas sonharen todos altos,vamos ver ate quando.

Tereza economista 29.01.2018

Em Lisboa o ordenado mensal já não paga a renda de um apartamento com 1 quarto. A amazon estuda a instalação em Viseu para servir o mercado ibérico.

Anónimo 29.01.2018

emparsa 3000 contos a 20 anos
bcp em 2012
e outras de certeza
fortunas gastas na bolsa amigo CRIADOR DE VACAS.
diga agora que é mentira...
avante camarada, a social democracia é assim
estorricar o dinheiro do seu vencimento de advogado, na bolsa
DEPOIS OS SOCIALISTAS É QUE SÃO OS CULPADOS.

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