Research BPI corta avaliação a oito cotadas nacionais e sobe cinco preços-alvo

BPI corta avaliação a oito cotadas nacionais e sobe cinco preços-alvo

Os analistas do BPI actualizaram as avaliações para as acções portuguesas. Houve oito cortes de preços-alvo e cinco subidas. A maior parte das cotadas tem uma recomendação de neutral.
BPI corta avaliação a oito cotadas nacionais e sobe cinco preços-alvo
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Barroso 23 de janeiro de 2017 às 15:50

O BPI actualizou as avaliações para as cotadas ibéricas. Na bolsa portuguesa, das 17 cotadas que os analistas do banco avaliam, houve oito descidas de preço-alvo e cinco subidas. Já no que diz respeito às recomendações as mexidas foram poucas. Houve duas melhorias e uma revisão em baixa. O banco atribui uma recomendação de neutral a mais de metade das cotadas que acompanha na bolsa portuguesa.

As maiores descidas de preço-alvo, para final de 2017, acontecerem no sector de media. Os preços-alvo da Impresa e da Cofina (que detém o Jornal de Negócios) foram revistos em baixa em 59% e 33%, respectivamente, para 0,28 e 0,46 euros. Apesar dessa descida, o BPI continua a recomendar comprar as duas cotadas, que têm o rácio entre o valor actual e os lucros mais baixos das acções acompanhadas pelo banco na Península Ibérica. O preço-alvo da Impresa está 47% acima da cotação actual da dona da SIC, enquanto a avaliação para a Cofina é 85% superior ao preço das acções.

Também a Semapa e a Mota-Engil viram as avaliações cortadas em 18% e 14%, respectivamente, para 13,55 e 1,80 euros por acção. No caso da Semapa, a recomendação foi revista em baixa de comprar para neutral, reflectindo uma "avaliação menos atractiva da Navigator" e da Secil, refere o BPI numa nota a investidores divulgada esta segunda-feira. O preço-alvo da "holding" é 4% superior à cotação actual. Já na Mota-Engil o "target" fica 9% acima do preço actual das acções. A recomendação permanece em neutral.

A Nos foi outra das cotadas em que o BPI reduziu o preço-alvo. Baixou-o em 9% para 5,80 euros por acção, deixando inalterada a recomendação de neutral. EDP, Jerónimo Martins e REN também tiveram o preço-alvo revisto em baixa, mas de forma ligeira. Para a eléctrica a descida foi de 4% para 3,25 euros, 19% acima da cotação actual. Apesar da descida do "target", a recomendação foi revista em alta de neutral para comprar.

Já para a retalhista e para a REN o corte foi de 3% e 2%, respectivamente. O preço-alvo da Jerónimo Martins é de 17 euros (9% acima do preço actual) e o da REN é de 2,85 euros (mais 11% que o valor actual). Ambas as cotadas continuam com recomendação de neutral.

Cinco cotadas com revisões em alta

A Novabase foi a cotada que teve a maior subida de preço-alvo. A revisão foi de 36% para 3,00 euros, o que motivou também uma melhoria da recomendação de reduzir para neutral. "Actualizámos os nossos números para reflectir a venda da IMS, alterações cambiais e pressupostos macro", justificam os analistas do BPI. O preço-alvo é 13% superior à cotação actual.

Também a Altri e a Sonae Capital tiveram melhorias de preço-alvo, com revisões de 11%. No caso da empresa de pasta e papel, o "target" foi melhorado para 3,90 euros. Ainda assim, fica mais de 3% abaixo da cotação actual, o que levou o BPI a manter a recomendação de reduzir. Para a Sonae Capital, o novo preço-alvo é de 1,05 euros, 50% acima do preço actual. A recomendação continua a ser de comprar. "Vemos bastante valor", defendem os analistas.

Ainda do lado das revisões em alta estiveram os preços-alvo da Galp e da EDP Renováveis. Na petrolífera, o "target" teve uma subida de 5% para 15,15 euros. No entanto, essa melhoria foi insuficiente para uma subida da recomendação, que continua em neutral. O preço-alvo é 9% superior ao preço actual das acções. Já para a EDP Renováveis, que integra a lista das preferidas ibéricas, o preço-alvo teve uma subida de 4% para 8,15 euros, um valor 42% acima da cotação actual.

Neutral é a recomendação mais comum

No total das 17 cotadas a que o BPI atribui recomendação, a nota mais dominante é a de neutral. Há nove cotadas com essa recomendação (Semapa, Navigator, Jerónimo Martins, CTT, Mota-Engil, Galp, Nos, Novabase e REN).

Sete acções têm recomendação de compra. A Corticeira Amorim e a EDP Renováveis integram mesmo a lista das preferidas ibéricas. Além destas duas empresas, o BPI tem ainda recomendação de comprar para a Sonae Capital, a Sonae, a Cofina e a Impresa. Já a Altri tem uma recomendação de reduzir.


Nota:
 A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.  



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comentários mais recentes
5640533 24.01.2017

E alguém e pago para fazer isto. Por acaso, desta vez não se fala da estrela favorita, a Sonae? Nem da para acreditar.

Anónimo 24.01.2017

O Royal Bank of Canada atribuiu hoje um preço alvo à NOS de 9€ ... aproveitem, que o mercado não acordou para esta Acção, vai subir no curto prazo com um previsível anuncio de um aumento do dividendo. BNs.

Anónimo 23.01.2017

SEM CREDIBILIDADE ALGUMA, esta gente devia ser proibida de influenciar os investidores, principalmente os mais pequenos, isto não faz sentido, até porque depende de muita coisa, a nível Europeu e a até mundial, o dia de amanhã , ninguém o sabe

Anónimo 23.01.2017

O BPI se se avaliasse a si próprio nem assim acertava.

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