Research BPI corta preço-alvo da Jerónimo Martins para 16,40 euros

BPI corta preço-alvo da Jerónimo Martins para 16,40 euros

Os analistas do BPI estão positivos para a evolução da actividade na Polónia, mas acreditam que as perdas dos novos negócios vão penalizar a evolução dos lucros este ano.
BPI corta preço-alvo da Jerónimo Martins para 16,40 euros
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 09 de março de 2017 às 11:03

O BPI decidiu cortar o preço-alvo para as acções da Jerónimo Martins em 3,5%, de 17 para 16,40 euros, para acomodar um capex mais elevado (na Polónia e Colômbia) e uma margem menor na Polónia. A recomendação mantém-se em "neutral".

Apesar da descida, o novo target ainda atribui aos títulos da retalhista um potencial de valorização de 3,4%, tendo em conta a cotação actual (15,855 euros).

Numa nota de análise, a que o Negócios teve acesso, os analistas do BPI mostram-se positivos para a evolução da actividade do grupo na Polónia, embora considerem que as perdas dos novos negócios – Ara e Hebe – deverão penalizar a evolução dos lucros por acção em 2017.

"Esperamos fundamentos sólidos na indústria de retalho na Polónia e que a Jerónimo Martins mantenha uma evolução estável", refere o BPI. "Uma postura positiva em relação aos fundamentos sólidos tem sustentado uma avaliação elevada, mas vemos uma evolução mais suave dos lucros por acção em 2017, ligada às perdas dos novos negócios".

O BPI concretiza que o ambiente de consumo na Polónia, onde a Jerónimo Martins opera através da Biedronka, continua "atractivo", devendo sustentar um forte LfL (crescimento das vendas comparáveis) em 2017, ainda que a alavancagem operacional possa ser condicionada pelo aumento das despesas operacionais em curso. 

Lembrando o interesse do grupo liderado por Pedro Soares dos Santos na Roménia, os analistas sublinham ainda que uma possível aquisição/entrada no mercado "apresenta alguns riscos".

Recentemente, também o CaixaBI cortou a recomendação para a Jerónimo Martins de "acumular" para "neutral" e o preço-alvo de 16,30 para 16 euros, na sequência da revisão das estimativas, após a apresentação dos resultados relativos ao ano passado.

No passado dia 22 de Fevereiro, o grupo de distribuição anunciou que obteve, no exercício de 2016, um resultado líquido de 593 milhões de euros (um crescimento de 78% face ao ano de 2015) e que espera investir 700 milhões de euros este ano. 

As acções da Jerónimo Martins descem 0,19% para 15,855 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 




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comentários mais recentes
o milenium vai quintuplicar Há 2 semanas

DEIXEM _SE de jeronimos os juros vão subir 0.50 na america e 0.25 na europa a MAQUINA DE FAZER $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ está pronta BCP a 0.25 na pascoa 0.50 em agosto e um EURO NO FIM DO ANO

Anónimo Há 2 semanas

Estas casas de investimento adoram os ressaltos da JM.
Assim que a ação começa a subir laçam logo uma notícia para a cotação cair...demasiado previsível
Vamos ver se não acontece o mesmo que aconteceu a Caixa Bi... acabou a subir no final do dia

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